Começam a surgir os primeiros dimensionamentos da reconstrução da economia gaúcha, embora uma quantificação precisa ainda esteja em um horizonte mais a frente.
No entanto, “está certo de que ela passa por uma mudança de cultura de produção, por parte dos produtores rurais e indústria, além de nova consciência de gestores das cadeias produtivas e das políticas públicas”.
Quem nos traz esse entendimento é o médico veterinário, professor titular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e coordenador do Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva (NESPro), Júlio Barcellos.

OUÇA os comentários de Júlio Barcellos
A reconstrução do estado, de sua agropecuária, no que tange hortifrútis, suinocultura, avicultura, pecuária de corte e de leite, vai exigir principalmente de capacidade de as principais instituições, intrinsecamente ligadas e indutoras das políticas públicas, de conceber o novo por novos parâmetros ambientais e sociais.
Isso levará um período que não será curto e passa, fundamentalmente, por recuperar o solo, a infraestrutura e, acima de tudo, o otimismo daquele produtor que teve perda total, “o que não será uma tarefa fácil”, afirma o professor, reforçando que a Universidade tem um papel importante no processo. E está aí a oportunidade de empreendedores de todo o Brasil.
“Nós iniciaremos em julho um grande programa coordenado pelo NESPro chamado ‘Recupera Pecuária’ que visa conduzir uma série de políticas de solidariedade para aportar os insumos básicos necessários para o recomeço e, em segunda fase, toda uma base de gestão, de orientação técnica e voluntária aos produtores mais atingidos para que se possa recuperar lentamente a matriz produtiva, como também de novos sócios, parceiros e prestadores de serviço”.
Para o mestre, “este é um grande desafio que, por outro lado, sem investimentos públicos e do setor financeiro, principalmente, no sistema de transporte rodoviário e transmissão de redes elétricas, além do vital controle do acúmulo de água nos reservatórios, não será possível uma nova visão de produção para o estado do Rio Grande do Sul”.
E na nova realidade imposta pelas mudanças climáticas, vale ponderar o lugar do estado, contemplando, primeiramente, o que os meteorologistas já sabem há décadas sobre a “esquizofrenia” do clima gaúcho, agora impulsionadas pelo que chamamos de “um novo normal”. A oportunidade é democrática e se abre a cada hora.
OUÇA MAIS
Expointer 2024 mantida para o final de agosto
Cuidado com os próximos contratos de arrendamento rural e locação
Produção brasileira de milho cai sem ameaças
2º Comcebu amplia as perspectivas para o zebu no mundo
Números finais da ExpoZebu 2024 são bastante positivos
Zootecnista, agente indispensável ao sucesso da pecuária
Reconstrução do agro gaúcho passa pela voluntariedade
Pecuária seletiva passa longe do ciclo de baixa
Planejando a ILPF de acordo com os interesses do pecuarista
O que as centrais de inseminação artificial procuram?
Estudo técnico visa melhorar índices de reprodução de bovinos
Dia Mundial da Água: uma pecuária que faz a lição de casa
Quatro pontos de atenção na transição para a seca
Seis ações para minimizar falta de chuva fora de época
Mais UA/ha com a cultura do capim
Forrageiras para intensificar a pecuária e segurar a seca
Melhore o caixa da fazenda investindo em boas fêmeas
Melhoramento animal é decisivo na lucratividade
Na recria é que se ganha dinheiro com pecuária
Para ganhar mais com boi em 2024 (Parte III)
Uma luz vermelha na produção de leite bovino
Para o mercado de leilões, dias melhores virão




