Melhore o caixa da fazenda investindo em boas fêmeas; ouça

Se os machos precisam mostrar grande desempenho frigorífico, as fêmeas não podem deixar por menos no seu principal papel no negócio que é reproduzir

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Em rebanho produtor de animais melhoradores ou de carne, um trabalho de seleção genética efetivo nas fêmeas vai incrementar a lucratividade, pelos efeitos na produtividade da fazenda. Os próprios programas de melhoramento bovino, hoje, valorizam em muito determinadas características.

Na Genética Aditiva, com propriedades no Mato Grosso do Sul, dirigida por Eduardo Coelho, há anos as fêmeas merecem “muita atenção”. A marca selecionadora de Nelore é consagrada por sua produção de touros líderes de sumários e de vendas nas principais centrais de inseminação artificial, há mais de década.


Possui 1,5 mil matrizes Nelore e outro tanto de meio sangue Angus para recepção de embriões do gado PO. Elas têm sido um ventre de provas e testemunhas do sucesso do trabalho. A pecuária da família Coelho completa, em 2024, 80 anos de trajetória e é referência quando o assunto é produção.

Foto: Arquivo pessoal

OUÇA  o depoimento de Eduardo Coelho

Abaixo segue um roteiro de características para se priorizar na seleção de fêmeas ao longo das gerações. Não é indicado trabalhar mais de duas delas, apesar de, conforme o rebanho vai incorporando as qualidades, precisa-se estar atento a todas elas para não perder as conquistas.

1. Fertilidade: as fêmeas precisam parir uma vez por ano, sem exceções, já que uma barriga vazia implica em um bezerro a menos; portanto, em prejuízo.

2. Ganho de peso: elas devem apresentar bom desenvolvimento ponderal desde o nascimento e terem a capacidade de manter o desempenho em suas crias.

3. Precocidade: trabalhar com fêmeas que emprenham mais cedo. Deve-se trabalhar essa característica até que o plantel de fêmeas consiga derrubar sua primeira cria até os 26 meses de idade.

4. Características de carcaça: apresentar Área de Olho de Lombo (AOL) e Espessura de Gordura Subcutânea (EGS) positivas dentro do rebanho, para melhorar rendimento e qualidade de carcaça. Características trabalhadas como fertilidade já favorecem índices de EGS desejados.

5. Docilidade: uma matriz dócil, ou seja, menos reativa, se alimenta melhor, é mais habilidosa na sua maternidade e evita acidentes no manejo.

6. Facilidade de parto: muita atenção para esta característica. Novilhas em desenvolvimento, no primeiro parto (até 26 meses), não podem parir bezerros grandes. Deve-se utilizar touros de porte mais modesto. Contudo, elas mesmas podem levar esse mal na sua genética e passar às suas crias.

7. Eficiência alimentar (CAR): fêmeas que ganham o mesmo peso (bom desenvolvimento) e alimentam bem suas crias, parem todo ano e consomem menos dieta devem ser priorizadas no rebanho. Isso é redução de custos de produção.

8. Morfologia: características raciais indesejadas (quando o rebanho estiver sobre atenção para registro genealógico) e outras funcionais como aprumos e posicionamento de umbigo, devem merecer atenção constante e se tornar motivo de descarte.

9. Resistência: com as mudanças climáticas deve-se observar os animais que se mantêm mais saudáveis, frente às novas exigências ambientais. Essas fêmeas serão base de um plantel adaptado para o futuro.

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