A Cargill está estudando a viabilidade de usar sebo bovino para produzir biodiesel no Brasil, informa a agência Reuters, com base em declarações de Paulo Cardoso, trader da empresa, que participou de evento realizado nesta semana na capital paulista.
Com sede nos EUA, a Cargill não utiliza atualmente sebo bovino, mas tem um projeto para avaliar sua viabilidade, acrescentou Cardoso.
Uma das três usinas de biodiesel que a Cargill adquiriu da empresa brasileira Granol em 2023 utilizava sebo anteriormente, indicando que não há restrições operacionais, observa o texto da Reuters.
O óleo de soja é a principal matéria-prima para biodiesel no Brasil, enquanto o sebo bovino ocupa o terceiro lugar no País.
As tarifas norte-americanas sobre o sebo bovino brasileiro estão em 10%, mas podem aumentar, recorda a Reuters, citando declarações da associação de frigoríficos Abrafrigo.
A tributação norte-americana “abriu os olhos” para a necessidade de buscar novos mercados para o sebo, reforçou Cardoso, observando que a unidade brasileira da Cargill atuava anteriormente como uma grande exportadora de sebo para os EUA.
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