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Pecuária nesse Dia Mundial da Agricultura; ouça

A bovinocultura produtiva e tecnificada cada vez mais exige profissionalização na hora de adotar uma ILP ou ILPF; mas, acima de tudo, na produção de capim
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Isso significa que a boa pecuária, hoje, parte de uma agricultura eficiente. O criador agricultor não precisa plantar soja, mas ter gestão de processos, tal qual, em seus pastos e lavouras de grãos para aguentar o período seco ou mesmo oferecer ingredientes para a terminação.

Quem sintetiza essa relação é Antônio Carlos Rezende, do Grupo Rezende, com propriedades em Mato Grosso, hoje o estado gigante na produção nacional de carne vermelha.

Para ele, que também é importante selecionador de Nelore, “não há mais como a criação de bovinos evoluir sem uma agricultura de excelência”.

Antônio Carlos Rezende, do Grupo Rezende (Foto: Arquivo pessoal)

OUÇA  os depoimentos de Antônio Carlos Rezende

Contudo, o nelorista reforça diferenças entre plantar e criar, reforçando a dificuldade de se trabalhar com um ciclo produtivo bem mais longo, onde o peso das decisões implica em duras consequências, além de apresentar maior número de variáveis, no mesmo intervalo de tempo em questão.

A Integração Lavoura-Pecuária (ILP) e a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) são estratégias cada vez mais rotineiras e provam a tese do “pecuarista agricultor”.

Seus benefícios são diversos na reforma de áreas de pastagens, produção de grãos para o sistema e bem-estar animal pelo sombreamento.

Mas é no objetivo final, a produção de forragem, onde a postura de agricultor vai falar alto na pecuária. Quem reforça a afirmação é Augusto de Queiroz Pedrazzi, engenheiro agrônomo que presta consultoria em várias propriedades no Mato Grosso do Sul.

OUÇA  o depoimento de Augusto de Queiroz Pedrazzi

Pedrazzi conclui estendendo o conceito de boa agricultura para a criação animal, afirmando que “o pecuarista pode e deve zelar suas nascentes, fauna e flora, produzindo cada vez mais, pois o gado interage com tudo. A soja e o milho podem não produzir em todo lugar, mas o agricultor que habita em cada pecuarista, pode potencializar o cerrado brasileiro em suas mãos, com alto desempenho na era da sustentabilidade”.

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