Oficialmente, o Brasil preencheu quase 80% (78%) de sua cota anual de exportação de carne bovina ao mercado da China, que foi estabelecida em 1,106 milhão de toneladas neste primeiro ano de salvaguarda, estima a Agrifatto, que divulgou, nesta segunda-feira (22/6), um relatório especial sobre mercado chinês de importação.
Segundo a consultoria, com o limite da cota próximo de ser atingido, os frigoríficos brasileiros buscam evitar que embarques adicionais cheguem à China fora do volume autorizado e sejam submetidos à cobrança de tarifas adicionais.
Atualmente, as importações enquadradas na cota estão sujeitas a uma alíquota de 12%, enquanto os volumes excedentes enfrentarão uma sobretaxa de 55%, o que reduz drasticamente competitividade das operações, relatam os analistas.
“Considerando o ritmo médio das exportações brasileiras, próximo de 122,8 mil toneladas mensais no acumulado de janeiro a maio deste ano, a estimativa é de que o preenchimento total da cota brasileira ocorra em meados de julho”, apostam os analistas da Agrifatto.
No ano passado, o Brasil exportou 1,64 milhão de toneladas de carne bovina para a China, representando 45,4% do total embarcado pelo país.
Em 2025, o Brasil teve uma participação de 52% no total de carne bovina importado pela China, com um recorde mensal histórico registrado em novembro/25, quando essa fatia brasileira subiu para 61%.
Outros países fornecedores
Como anunciado pelo Portal DBO, a Austrália já esgotou a sua cota de exportação para o mercado chinês, de 205 mil toneladas.
Diferentemente do Brasil, os vizinhos da América do Sul foram favorecidos com cotas que superam suas exportações recentes, relembra o relatório da Agrifatto.
A Argentina, que exportou 471,89 mil toneladas para a China em 2025, recebeu uma cota de 511 mil toneladas para 2026.
Já o Uruguai, que embarcou 216,14 mil toneladas para os chineses em 2025, foi beneficiado com uma cota de 324 mil toneladas.




