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Carne bovina: Brasil preenche quase 80% da cota chinesa e deve esgotá-la em julho/26, prevê Agrifatto

Frigoríficos brasileiros buscam evitar que embarques adicionais cheguem ao mercado chinês e sejam submetidos à cobrança de tarifa adicional de 55%
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Oficialmente, o Brasil preencheu quase 80% (78%) de sua cota anual de exportação de carne bovina ao mercado da China, que foi estabelecida em 1,106 milhão de toneladas neste primeiro ano de salvaguarda, estima a Agrifatto, que divulgou, nesta segunda-feira (22/6), um relatório especial sobre mercado chinês de importação.

Segundo a consultoria, com o limite da cota próximo de ser atingido, os frigoríficos brasileiros buscam evitar que embarques adicionais cheguem à China fora do volume autorizado e sejam submetidos à cobrança de tarifas adicionais.

Atualmente, as importações enquadradas na cota estão sujeitas a uma alíquota de 12%, enquanto os volumes excedentes enfrentarão uma sobretaxa de 55%, o que reduz drasticamente competitividade das operações, relatam os analistas.

“Considerando o ritmo médio das exportações brasileiras, próximo de 122,8 mil toneladas mensais no acumulado de janeiro a maio deste ano, a estimativa é de que o preenchimento total da cota brasileira ocorra em meados de julho”, apostam os analistas da Agrifatto.

No ano passado, o Brasil exportou 1,64 milhão de toneladas de carne bovina para a China, representando 45,4% do total embarcado pelo país.

Em 2025, o Brasil teve uma participação de 52% no total de carne bovina importado pela China, com um recorde mensal histórico registrado em novembro/25, quando essa fatia brasileira subiu para 61%.

Outros países fornecedores

Como anunciado pelo Portal DBO, a Austrália já esgotou a sua cota de exportação para o mercado chinês, de 205 mil toneladas.

Diferentemente do Brasil, os vizinhos da América do Sul foram favorecidos com cotas que superam suas exportações recentes, relembra o relatório da Agrifatto.

A Argentina, que exportou 471,89 mil toneladas para a China em 2025, recebeu uma cota de 511 mil toneladas para 2026.

Já o Uruguai, que embarcou 216,14 mil toneladas para os chineses em 2025, foi beneficiado com uma cota de 324 mil toneladas.

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