Apresentado Por:

Frigoríficos buscam forçar novas baixas na arroba, mas pecuaristas seguram a oferta de boi gordo

Segundo a Agrifatto, o mercado doméstico já sente a redução dos embarques brasileiros de carne bovina em razão da proximidade do esgotamento da cota chinesa
Compartilhe:

Continue depois da publicidade

Continue depois da publicidade

Nesta sexta-feira (19/6), o mercado físico do boi gordo ficou estável, embora a pressão baixista sobre a arroba tenha ganhado certo espaço e permitido negócios abaixo das referências médias durante alguns dias desta semana, informa a Agrifatto.

Segundo a consultoria, o mercado doméstico de carne bovina já sente a redução dos embarques brasileiros em razão da proximidade do esgotamento da cota chinesa de importação. 

Diante desse cenário, diz a consultoria, os distribuidores do mercado interno da carne mantiveram postura cautelosa ao longo desta semana, realizando compras dosadas para entregas entre terça e quinta-feira da próxima semana, evitando a formação de estoques excessivos.

Pelos dados da Agrifatto, o boi gordo sem padrão-exportação e o “boi-China” valem o mesmo preço no interior de São Paulo: R$ 350/@, no prazo.

Confira as cotações da arroba do boi gordo e do “boi-China”, apuradas no dia 19/6 pela Agrifatto e pela Scot Consultoria; clique AQUI.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, que monitora diariamente os negócios em mais de 30 regiões do País, no mercado paulista, o boi gordo “comum” segue cotado em R$ 348/@, a vaca gorda em R$ 322/@, a novilha terminada em R$ 335/@ e “boi-China” em R$ 353/@ (valores brutos, no prazo).

Agrifatto: oferta segue ajustada

De acordo com os analistas da Agrifatto, nos últimos dias, o volume negociado de boiadas gordas ainda não foi suficiente para ampliar as escalas além de oito dias, em média nacional, o que confirma a oferta ajustada de animais terminados, sem excedente relevante.

Nesse embate, os pecuaristas seguem retraindo a entrega dos lotes à espera, no mínimo, de manutenção dos preços, enquanto os frigoríficos mantêm postura cautelosa e desaceleram as compras diante das incertezas no mercado externo. 

“Os frigoríficos compram apenas o necessário para atender suas programações de abate, sem pressa por novas aquisições”, reforça a equipe de analistas da Scot. 

Do lado da ponta vendedora, ressalta a Scot, os donos de boiadas gordas mantêm uma postura firme nas negociações e comercializam seus lotes de maneira compassada, mantendo a oferta ajustada, o que ajuda a sustentar as cotações do boi gordo, apesar da forte pressão de baixa imposta pela indústria. 

Contudo, continua a Scot, há produtores com mais apetite nas negociações, que buscam garantir suas margens e já aceitam preços abaixo das referências vigentes, motivados principalmente pelo receio de quedas mais acentuadas no curto e médio prazos. 

Mercado futuro registra valorização

No mercado futuro, os contratos futuros do boi gordo voltaram a operar em alta na sessão de quinta-feira (18/6) da B3.

O destaque ficou para o vencimento de agosto/26, que encerrou o pregão a R$ 335,35/@, com avanço de 0,37% em relação ao fechamento anterior.


Quer saber o que esperar do mercado do boi nos próximos dias?

Acompanhe as análises diárias, as cotações e os principais fatos que movimentam a arroba no Brasil e no mundo no Mercado do Boi.

Gostou? Compartilhe:

Mais Lidas

1.

Encontre aqui a consultoria ideal para sua fazenda

Vídeos em destaque

Mais Lidas

Colunistas