Em um mês marcado por queda de braço entre as indústrias e os pecuaristas, o boi gordo variou de maneiras distintas entre os Estados acompanhados pela Agrifatto.
Em algumas regiões, produtores conseguiram segurar a pressão dos frigoríficos, favorecidos pela boa disponibilidade de pastagens. Em outras regiões, os danos causados pelas irregularidades climáticas resultaram em menor poder de negociação.
Por sua vez, o bezerro passou por redução de valor em quase todos os Estados monitorados pela Agrifatto – apenas em São Paulo foi registrado valorização.
Com isso, a relação de troca entre o animal de 20 arrobas e o bezerro de 200 quilos avançou, e a média do Brasil para o indicador ficou em 2,48 cab./cab., um aumento mensal de 2,51% – o maior patamar desde 2015 (10,48% acima da média histórica).
O Estado em que a relação obteve maior avanço foi na Bahia, onde o indicador fechou janeiro/24 em 2,74 cab./cab., com avanço mensal de 13,86%.
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Já o maior recuo foi registrado em Goiás, onde a relação de troca fechou o último mês em 2,39 cab./cab., queda mensal de 1,49%.
“A expectativa é de que os preços do boi gordo continuem pelo menos estáveis ao longo da primeira quinzena de fevereiro/24, mas, dependendo da perda de liquidez das vendas, pressões negativas podem aumentar na reta final do mês”, acreditam os analistas da Agirfatto.
Por sua vez, para o bezerro, a chegada da safra pode gerar aumento de oferta e dificultar avanços na cotação, acrescenta a consultoria.




