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Preço da carne bovina no varejo paulista registra recorde histórico em out/25, aponta Agrifatto

Foi único elo da cadeia da proteína que apresentou valorização (+5,78%) no acumulado em 2025; atacado registrou queda de 6,05% desde janeiro
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Desde janeiro/25, o varejo da carne bovina se destaca como o único segmento da cadeia pecuária com variação positiva acumulada, demonstrando resiliência nos preços ao consumidor final, relata a Agrifatto

Desde o início de 2025, a cotação da proteína para o consumidor final acumula um aumento de 5,78%. Em contrapartida, informa a consultoria, o atacado da carne bovina registrou a maior desvalorização ao longo de 2025, acumulando queda de 6,05% desde janeiro.

Na praça paulista, o boi gordo encerrou outubro/25 com avanço de 0,86% na média mensal, em R$ 310,51/@, segundo o indicador CEPEA.

Foi o terceiro mês consecutivo de aumento nas cotações da arroba de São Paulo, mas o indicador ainda mantém uma baixa de 4% no acumulado de janeiro a outubro, informa a Agrifatto.

No varejo, a carne bovina fechou outubro/25 com um avanço mensal de 1,14%, atingindo R$ 51,11/kg. Trata-se do maior preço da série histórica para o varejo da carne bovina, superando o recorde anterior registrado em setembro/25, destaca a Agrifatto. 

Foi o terceiro mês consecutivo que o varejo da carne bovina registra alta, acrescenta a consultoria.

No comparativo anual, o preço da proteína no mercado varejista foi superior ao ano anterior em 16,30%. 

Movimentação no atacado: queda interrompida

No atacado paulista, o preço médio da carcaça casada bovina interrompeu sete meses consecutivos de queda em 2025, registrando ligeira alta de 0,98% em outubro/25, chegando a R$ 20,92/kg. 

Destaque para o traseiro bovino

Entre os cortes bovinos, a maior valorização em outubro no atacado paulista ficou para o traseiro, que finalizou o mês cotado a R$ 24,24/kg, com alta mensal de 1,47%, de acordo com a Agrifatto.

De maneira mais contida, o dianteiro registrou um incremento mensal de 0,96%, para R$ 18,254/kg. 

Outras proteínas

Entre as demais proteínas, a carcaça suína apresentou a maior desvalorização mensal no atacado paulista, com queda de 6,21% em outubro/25, negociada a R$ 12,45/kg. 

“Com esse movimento de preços contrário ao registrado na carne bovina, houve um impacto positivo na relação de troca entre as proteínas”, observa a Agrifatto.

Com avanço mensal de 7,67%, a relação de troca atingiu 1,68 kg de carne suína para cada 1 quilo de carne bovina, o maior patamar neste segundo semestre do ano, destaca a consultoria. 

Por outro lado, o frango resfriado registrou valorização no mês, com alta de 3,25% no atacado. 

Com isso, calcula a Agrifatto, a relação de troca com a carne bovina recuou 2,20% em outubro/25, atingindo 2,64 kg de frango por 1 kg de carcaça bovina.  Apesar disso, diz a consultoria, o índice se mantém 9,39% superior à média histórica.

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