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Virou o jogo: mercado do boi gordo mantém viés de baixa, apesar da oferta enxuta

Estratégia dos frigoríficos visa promover recuos graduais nas cotações, buscando encaixar as programações de abate antes de novas tentativas de baixa, observam os analistas da Agrifatto 
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Parece que o jogo virou, observam os analistas da Agrifatto, referindo-se ao movimento de baixa nos preços do boi gordo registrado ao longo desta semana nas principais praças brasileiras.

“Embora o mercado físico do boi gordo ainda mostre resistência, a pressão baixista sobre a arroba vem ganhando espaço, facilitando negócios abaixo das referências médias”, acrescentam os especialistas.

Na quinta-feira (18/6), as cotações da arroba caíram em 3 das 17 regiões monitoradas pela Agrifatto: Goiás, Minas Gerais e Maranhão. No dia anterior (17/6), a mesma consultoria identificou retração em seis das praças acompanhadas: MS, MT, PR, RJ, RS e SC .

Pelo dados da Agrifatto, em São Paulo, o boi gordo com destino ao mercado interno segue valendo R$ 350/@, o mesmo valor do “boi-China” (negócios a prazo).

Confira as cotações da arroba do boi gordo e do “boi-China”, apuradas no dia 18/6 pela Agrifatto e pela Scot Consultoria; clique AQUI.

Oferta de animais ajustada

Segundo a Agrifatto, porém, o volume negociado não foi suficiente para alongar as escalas dos frigoríficos, que continuam em oito abates, na média nacional, o que reforça que a oferta de animais terminados segue ajustada, sem sobra relevante.

“Nessa queda de braços, com escalas curtas e desconfortáveis, as indústrias evitam apertar demais os preços de balcão para não estimular maior retenção por parte dos produtores”, relata a Agrifatto, acrescentando que a tática tem sido promover recuos graduais, buscando encaixar as programações antes de novas tentativas de baixa.

“Os pecuaristas ainda seguram os lotes à espera, no mínimo, de manutenção dos preços, enquanto os frigoríficos adotam postura mais cautelosa e reduzem o ritmo de compras diante das incertezas no mercado externo”, reforça a consultoria.

Frigoríficos em SP avaliam o consumo doméstico

Segundo avaliação da Scot Consultoria, no mercado paulista, alguns frigoríficos estão fora das compras de boiadas gordas, pois se abasteceram para a semana e agora aguardam os resultados das vendas de carne bovina para se reposicionar.

“A oferta de boiadas não aumentou e atende à demanda, embora sem folga”, diz a Scot.

Sem aumento na disponibilidade de bovinos e com o ritmo de compras menor, o mercado do boi gordo ficou estável em São Paulo, completa a Scot.

Dessa maneira, pelos dados da consultoria, o boi gordo com destino ao mercado interno paulista segue em R$ 348/@, a vaca gorda em R$ 322/@, a novilha terminada em R$ 335/@ e boi padrão-exportação em R$ 353/@ (preços brutos, com prazo).

Mercado futuro: preços recuam

O mercado futuro, cujos contratos do boi gordo  haviam operado em leve alta na terça-feira (16/6), voltou a ceder na sessão de quarta (17/6) da B3, o reforça o ritmo de cautela entre os agentes envolvidos no mercado pecuário brasileiro.

O destaque do pregão de quarta-feira ficou para o vencimento de junho/26, que encerrou a R$ 340,95/@, com queda de 0,99% em relação ao fechamento anterior.

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