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Frigoríficos tentam reajustes no preço da carne bovina pago pela China

Os exportadores brasileiros estão tentando aumentar o valor da tonelada de dianteiro bovino destinada ao mercado chinês para US$ 5.000, informa a Agrifatto
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Os exportadores brasileiros estão tentando aumentar o preço da tonelada de dianteiro bovino destinada à China para US$ 5.000, informa nesta quinta-feira (17/10) a Agrifatto.

Neste momento, diz a consultoria, poucos negócios são fechados por US$ 4.800, o que representa um acréscimo de 4,35% em relação ao preço registrado na semana anterior.

“Em setembro de 2024, os estoques chineses de carne bovina caíram para o menor nível desde julho de 2022, indicando uma demanda robusta pela proteína”, observa a Agrifatto.

Com essa queda nos estoques, diz a consultoria, a China pode aceitar pagar mais pela carne bovina importada, acrescenta a consultoria.

Novos números do USDA

As exportações globais de carne bovina devem se manter estáveis em 2025, atingindo 12,9 milhões toneladas, relata a Agrifatto, com base em relatório estimativo recente divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

No entanto, o departamento prevê algumas mudanças entre os fornecedores mundiais da proteína.

“Os envios menores de países como Canadá, Estados Unidos e da União Europeia serão compensados pelo aumento nos embarques da Argentina, Brasil, Austrália e Índia”, relata a Agrifatto, que completa: “O Mercosul terá um papel crescente em 2025, mesmo de forma mais modesta em comparação ao avanço das exportações em 2024″.

Para o próximo ano, o USDA estima que as exportações de carne bovina do Mercosul irão atingir 5,39 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 30 mil toneladas em relação ao volume esperado para 2024, diz a Agrifatto.

“Esse crescimento está atrelado ao aumento das exportações do Brasil e da Argentina”, destaca a consultoria, ainda citando as estimativas do USDA.

O Brasil, diz a consultoria, deverá exportar 25 mil toneladas a mais de carne bovina em 2025, enquanto a Argentina poderá aumentar em 40 mil toneladas as suas vendas externas.

Porém, afirma a Agrifatto, haverá uma queda nas exportações do Uruguai de 15 mil toneladas e de 20 mil toneladas partindo do Paraguai.

Ainda segundo o USDA, o consumo doméstico de carne bovina no Brasil deve sofrer redução de 120 mil toneladas, por conta dos reajustes (para cima) dos preços da proteína aos consumidores.

Por sua vez, na Argentina, a expectativa é de que tanto o mercado interno quanto as exportações cresçam.

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