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Em direção oposta ao Brasil e Austrália, EUA reduzem fortemente embarques de carne bovina à China

As vendas da proteína norte-americana ao mercado chinês registraram um tombo anual de quase 70% em abril/25, segundo dados da USMEF
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Os embarques de carne bovina dos EUA totalizaram 100.659 toneladas em abril/25, uma queda de 10% em relação ao resultado de abril/24, enquanto o faturamento recuou 8%, para US$ 824,5 milhões, segundo dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e compilados pela federação dos exportadores locais (USMEF).

Em direção contrária, as vendas externas mensais de carne bovina do Brasil e a Austrália têm registrado recorde atrás de recorde, com destaque para as negociações envolvendo a China, conforme informações relatadas pelo Portal DBO.

A entidade representante do setor nos EUA diz que os embarques do país foram prejudicados pela decisão da China em não renovar os registros de exportação de frigoríficos norte-americanos, que venceram em meados de março/25.

Com isso, as vendas de carne bovina norte-americana ao mercado chinês registraram um tombo anual de quase 70% em abril/25, acrescenta a USMEF.

Os embarques da proteína para o México, Taiwan e Oriente Médio também apresentaram queda no quarto mês do ano, mas esses resultados foram parcialmente compensados ​​por exportações maiores para a Coreia do Sul, Japão, América Central e América do Sul.

No acumulado de janeiro a abril de 2025, as exportações de carne bovina dos EUA ficaram 3% abaixo do ritmo do ano passado, atingindo 411.027 toneladas.

Por sua vez, a receita com os embarques efetivados no acumulado dos quatro primeiros meses do ano caiu apenas 1%, para US$ 3,35 bilhões.

Guerra tarifária

“Já esperávamos que os embarques de carne bovina para a China entrassem em colapso em abril/25, devido ao impacto duplo de tarifas mais altas e registros de plantas vencidos”, disse o presidente e CEO da USMEF, Dan Halstrom.

“Estamos esperançosos de que essas questões sejam resolvidas em breve e estamos animados com os desdobramentos desta semana nas negociações comerciais com a China”, acrescentou.

As tarifas totais da China sobre a carne bovina dos EUA atingiram o pico em abril/25, com 147% (produtos enviados antes de 10 de abril foram liberados sem a taxa adicional de 125%, desde que chegassem ao país de origem até 13 de maio/25).

Porém, essa taxa foi reduzida para 32% em 14 de maio/25, quando os EUA e a China concordaram com uma redução temporária para permitir novas negociações.

O presidente dos EUA, Donald Trump, conversou com o presidente chinês, Xi Jinping, em 5 de junho/25 e disse, na ocasião, que novas negociações serão realizadas em breve.

Embarques de carne suína também caem

As exportações norte-americanas de carne suína totalizaram 237.250 toneladas em abril/25, uma queda de 15% em relação ao mesmo mês do ano anterior e o menor volume em 10 meses.

Enquanto isso, a receita com os embarques da proteína caiu 13%, para US$ 675,3 milhões, considerando a mesma base de comparação. As exportações para a China, principal cliente de miúdos suínos, caíram 35% em relação ao ano anterior.

Os embarques também foram menores em relação ao ano anterior para o principal mercado, o México, bem como para o Japão e o Canadá.

Mas abril/25 foi outro mês excepcional para as exportações de carne suína para a Colômbia e a América Central, ambas em ritmo recorde, destaca a USMEF.

De janeiro a abril, as exportações de carne suína ficaram 5% abaixo do ritmo recorde do ano passado, para 991.738 toneladas, enquanto o faturamento caiu 4%, para US$ 2,78 bilhões.

“A China vem renovando registros para estabelecimentos de carne suína nos EUA, mas as tarifas retaliatórias continuam sendo uma barreira significativa”, disse Halstrom.

As taxas totais da China sobre carne suína e miúdos de porco dos EUA atingiram o pico em abril/25, com 172%. A taxa foi reduzida para 57% em 14 de maio/25. (Assim como com a carne bovina, os produtos enviados antes de 10 de abril/25 e chegados até 13 de maio/25 foram liberados sem o adicional de 125%).

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