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Boi sobe em importantes praças, como nas regiões paulistas e norte de MT

Lentidão no mercado da carne bovina, oferta menor de fêmeas gordas e dificuldade nas negociações com machos terminados elevam as cotações da arroba
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De olho nos negócios diários realizados nas praças pecuárias brasileiras, a Scot Consultoria identificou novas valorizações nos preços dos animais terminados em importantes regiões do País. Nas praças paulistas, as cotações do boi gordo “comum” e do “boi-China” subiram R$ 1/@ nesta quinta-feira (27/3), para R$ 315/@ e R$ 318/@, respectivamente, no prazo, valor bruto.

Confira as cotações dos animais terminados, apurados no dia 27/3 pela Agrifatto: clique AQUI.

Por sua vez, a vaca gorda teve acréscimo diário de R$ 2/@ nas regiões paulistas, para R$ 284/@, enquanto a novilha gorda se manteve estável, em R$ 297/@.

Na região Norte de Mato Grosso, diz a Scot, o excesso de chuva nas áreas produtoras resultou em problemas logísticos, dificultando o transporte de bovinos, o que contribuiu ainda mais para a redução da oferta de boiadas gordas neste período do ano.

Com isso, apurou a Scot, o preço de todas as categorias negociadas no Norte de MT subiu R$ 3/@ nesta quinta-feira (27/3), para R$ 303/@ (boi “comum”), R$ 281/@ (vaca), R$ 286/@ (novilha) e R$ 315/@ (“boi-China”).

Estoques altos com escoamento lento no atacado e varejo

Segundo apuração da Agrifatto, no encerramento da segunda quinzena, o poder de compra do consumidor médio brasileiro atingiu seu menor nível, levando ao enfraquecimento do mercado de carne bovina desde o início da semana passada.

Na capital paulista, relata a consultoria, tanto as vendas no varejo quanto a distribuição de carne com ossos no atacado registram desaceleração significativa, comprometendo o escoamento e a liquidez das mercadorias, fato confirmado pela queda expressiva nos pedidos de reposição nos pontos de venda.

Como consequência, continua a Agrifatto, há mercadorias paradas nos centros de distribuição com descargas atrasadas, enquanto ocorrem devoluções parciais por problemas de qualidade.

Pelo levantamento da Agrifatto, as escalas de abate dos frigoríficos brasileiros seguem bastante desconfortáveis, em apenas 6 dias, na média nacional, um reflexo da redução expressiva redução na oferta de fêmeas, aliado à dificuldade na aquisição de machos terminados.

Com isso, observa a consultoria, o volume de carne com ossos disponível nesta quinta-feira é consideravelmente menor quando comparado ao quadro registrado nas semanas imediatamente anteriores.

“Nesse contexto, a alta nos preços (da carne bovina) registrada já no início das negociações de hoje (27/3) não é impulsionada por uma demanda aquecida, mas sim pela oferta limitada que mal atende às necessidades do setor atacadista de distribuição e da indústria de processamento de carne desossada na primeira semana de abril”, informa a Agrifatto.

Subindo em ritmo lento

Dia sim, dia não, o mercado físico do boi gordo vem registrando altas graduais na arroba, relata a Agrifatto. Na terça-feira (26/3), o preço da arroba subiu em 7 das 17 regiões produtoras monitoradas, pelos dados da consultoria.

Na quarta-feira (27/3), não houve alterações, mas nesta quinta-feira a arroba voltou a subir em São Paulo, atingindo R$ 320 (valor igual tanto para o boi “comum” quanto para o “boi-China”), de acordo com os dados da Agrifatto.

“Cinco das 17 praças apresentaram valorização da arroba nesta quinta-feira (SP, GO, MG, MS e PR); as demais regiões seguiram com suas cotações inalteradas”, resume a Agrifatto.

No mercado futuro, na quarta-feira (26/3), a B3 apresentou oscilações mistas nos preços dos contratos do boi gordo.

O contrato com vencimento em julho/25, por exemplo, encerrou o dia cotado em R$ 324,40/@, com quase estabilidade (alta de 0,08%) no comparativo diário.

China paga mais, mas negociações seguem em ritmo fraco

Os preços da carne bovina brasileira no mercado de importação chinês subiram na última semana, com a tonelada do dianteiro bovino sendo negociada entre US$5.500 e US$5.600, informa a Agrifatto.

Apesar disso, a demanda ainda fraca e a cautela dos importadores chineses mantêm as negociações abaixo do esperado, observa a consultoria.

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