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Abates de bovinos em planta com SIF recuam 4,7% em agosto

Foram enviados aos ganchos dos frigoríficos brasileiros (com Selo de Inspeção Federal) 2,494 milhões de animais; queda mensal foi puxada pelas fêmeas.
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O abate total de bovinos em plantas brasileiras com Selo de Inspeção Federal (SIF) no Brasil recuaram 4,7% em agosto/24, para 2,494 milhões de animais, na comparação com o resultado de julho/24 (2,618 milhões de unidades) e 4,1% abaixo do resultado de agosto/23 (2,392 milhões de cabeças), informa a Agrifatto.

Essa redução, diz a consultoria, foi puxada pelas fêmeas, já que os abates desta categoria sofreram queda de 15,88% no comparativo mensal, fechando agosto/24 com 796,36 mil fêmeas abatidas, o menor volume desde dezembro/23.

Com isso, a participação das fêmeas sobre o abate total de bovinos em plantas SIF ficou em 31,9% em agosto/24, ante 36,2% registrado em julho/24, um recuo mensal de 4,3 pontos percentuais.

No entanto, os abates de fêmeas de agosto/24 ficaram 5,6% acima do resultado alcançado em agosto/23 (754 mil cabeças). Diante disso, a participação das fêmeas sobre o total abatido em um mês de agosto foi a maior desde 2018.

Machos com resultados positivos

Em relação ao abate de machos, foram encaminhadas aos ganchos 1,70 milhão de cabeças em agosto/24, um aumento de 1,6% sobre a quantidade de julho/24 e o maior volume em um mês em toda a história, informa a Agrifatto.

Essa diferenciação no comportamento do abate, destaca a consultoria, explica melhor o avanço no preço da fêmea (média Brasil), que subiu 6,33% entre julho/24 e agosto/24, enquanto a cotação do macho teve avanço médio de 4,41%.

Números anuais recordes

No acumulado de janeiro a agosto de 2024, aponta a Agrifatto, o total de bovinos abatidos em unidades SIF atingiu 19,27 milhões de cabeças, 17,59% a mais que o registrado em 2023 e o maior resultado da história.

Previsão para 2024 e 2025

A Agrifatto projeta abates totais de 39,05 milhões de cabeças nos abates formais (com inspeção federal, estadual e municipal) ao longo dos 12 meses de 2024, o que resultaria em crescimento de 14,5% sobre o resultado de 2023 (34,10 milhões de cabeças).

“Mesmo com uma redução no ritmo do abate nos próximos meses, esperamos um recorde histórico de abate e de produção (de carne bovina) no terceiro trimestre de 2024”, antecipa a consultoria.

Para 2025, a Agrifatto projeta um recuo anual de 3% nos abates, para 37,88 milhões de cabeças, um reflexo da menor quantidade de fêmeas levadas aos ganchos e da diminuição do rebanho brasileiro a partir de 2022.

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