Os preços da carne suína na China recuaram na semana passada pela primeira vez em dez meses, informou, de Pequim, a agência Reuters.
A cotações da proteína atingiram níveis recordes no mercado chinês este ano depois que a epidemia da peste suína africana matou milhões de porcos no gigante asiático, tradicionalmente o maior produtor mundial desta proteína.
+Peste suína: doença continua se propagando na China
+China habilita mais 13 frigoríficos brasileiros
+Novas habilitações dão tom da parceria construída entre China e Brasil, diz ABPA
+Suínos: volume de exportação sobe 8% em outubro, para 68,1 mil toneladas
Em meados de outubro, as cotações da carne suína alcançaram 53,79 yuans/kg (US$ 7,69/kg), o que significou um avanço de 188% sobre o valor de igual período do ano passado. Porém, no final de outubro, os preços iniciaram trajetória de baixa, caindo para 50 yuan/kg em 8 de novembro, de acordo com levantamento da Reuters.
“Depois dos recentes aumentos de preços, o valor da carne de porco tornou-se proibitivo para os consumidores”, justificou o analista Jim Huang.
Os altos preços da carne suína também levaram a um declínio de 30% no consumo desde outubro, disse à Reuters Zhu Zengyong, pesquisador da Academia Chinesa de Ciências Agrícolas.
Em seu relatório semanal, o principal mercado atacadista de carne suína de Pequim informou que, no final de outubro, entre 10% e 20% das carcaças estavam sendo devolvidas aos matadouros pela dificuldade de escoamento ao mercado ocasionada pelos preços exorbitantes.




