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Unica se diz segura com desfecho favorável ao Brasil na OMC

País abriu representação contra políticas de subsídio à produção indiana de açúcar nesta quarta-feira, atendendo a um pedido do setor
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A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) avaliou como positiva a abertura de painel contra a Índia na Organização Mundial do Comércio (OMC) nesta quarta-feira, 27 de fevereiro. O país é o segundo maior produtor mundial de açúcar, com uma safra de 32,2 milhões de toneladas em 2017/18 e 21,9 milhões de toneladas no acumulado de 2018/19 até 15 de fevereiro. O volume representa crescimento de 7,7% ante o observado em igual período do ciclo anterior.

+Brasil entra com representação contra açúcar indiano na OMC

“Estamos seguros de que as atuais práticas indianas violam as regras de comércio e que o desfecho de uma painel será favorável para o Brasil. Mas temos esperança de que esse anúncio permita uma reavaliação do regime açucareiro por parte do governo daquele país e que possa considerar formas menos distorcivas de apoio ao setor, como a diversificação do uso da cana”, analisou, em nota, o diretor executivo da Unica, Eduardo Leão.

Leão afirma ainda que um bom exemplo dessa diversificação é o programa de etanol brasileiro, que oferece ao produtor de açúcar local uma interessante alternativa ao seu negócio, reduzindo o seu risco com base nas condições de mercado de ambos os produtos.

“Em função desse programa, o Brasil deixou de produzir quase 10 milhões de toneladas de açúcar na atual safra, priorizando o biocombustível e evitando um colapso ainda maior no mercado internacional de açúcar. Temos experiência de mais de 4 décadas no uso em larga escala de etanol combustível e, se necessário, estamos prontos para cooperar com os produtores indianos visando ao fortalecimento do seu programa do biocombustível”,disse o executivo na nota.

De acordo com a união, a política indiana para o açúcar tem sido motivo de grande preocupação para todos os países produtores e exportadores de açúcar. Em meados de 2018, a Índia anunciou novo pacote de medidas de apoio aos produtores locais e subsídios às exportações para até 5 milhões de toneladas de açúcar, o que ampliou ainda mais a queda dos preços internacionais do produto. Em 2018, o açúcar teve as menores cotações dos últimos 10 anos – queda de quase 30% no preço.

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