Nesta segunda-feira (15/9), o mercado abriu em ritmo lento, comportamento típico do início da semana, o que resultou em estabilidade nas cotações da arroba do boi gordo na maioria das praças monitoradas pela Agrifatto.
Os frigoríficos brasileiros, sobretudo as plantas exportadoras, continuam operando com escalas de abate confortáveis — próximas de dez dias, na média nacional, —, apoiadas por contratos a termo e a oferta de animais de confinamentos próprios, o que limita a necessidade de compras de boiadas gordas no mercado “spot” (físico), relatam os analistas da consultoria.
Confira as cotações dos animais terminados, apurados no dia 15/9 pela Agrifatto; clique AQUI.
No Estado de São Paulo, o animal terminado sem padrão-exportação continua valendo R$ 310/@, enquanto o “boi-China” é vendido por R$ 320/@, de acordo com os dados da Agrifatto.
Segundo os números apurados pela Scot Consultoria, o boi gordo “comum” é negociado por R$ 312/@ no mercado paulista, o animal China segue em R$ 315/@, e as fêmeas terminadas estão cotadas a R$ 285/@ (vaca) e R$ 300/@ (novilha).
“O mercado segue bem ofertado, mas a semana começou sem grandes movimentações”, afirmam os analistas da Scot, acrescentando: “Parte das indústrias frigoríficas se manteve fora das compras nesta segunda-feira, enquanto aquelas que abriram negociações trabalharam com as referências da semana anterior”.
Segundo a Agrifatto, o movimento de baixa da arroba registrado no mercado físico do boi em alguns momentos da semana passada foi reflexo do aumento da oferta de animais oriundos de contratos a termo firmados ainda no primeiro semestre de 2025, além da maior disponibilidade de gado terminado em cocho.
No entanto, embora essa maior disponibilidade de bovinos tenha intensificado a pressão negativa sobre os preços do boi gordo, a demanda internacional segue bastante aquecida.
“Isso contribuiu para que as cotações no mercado físico apresentassem uma queda moderada”, ressalta os analistas da Agtrifatto.
Balanço semanal
Na última semana, o indicador CEPEA (praça paulista) fechou cotado a R$ 311,42/@, em média, o que significou recuo de 0,38% sobre a cotação média da semana anterior. Já o indicador Agrifatto apresentou uma média semanal de R$ 311,76/@, com desvalorização de 0,70%, considerando a mesma base de comparação. O indicador Datagro (SP) fechou a semana com uma média de R$ 311,63/@, uma retração semanal de 0,42%.
Porém, os contratos futuros do boi gordo tiveram baixas mais acentuadas na B3 durante a última semana.
O contrato de setembro/25 recuou 1,82% na semana, encerrando a R$ 305,20/@. O papel com vencimento em outubro/25 caiu 2,92%, para R$ 310,60/@. Novembro/25 foi o contrato que mais recuou na última semana: queda de 3,01%, encerrando a semana em R$ 318,85/@. Já papel com entrega em dezembro/25 registrou baixa de 2,16%, para R$ 324,60/@.
“Os contratos de setembro e outubro seguem pressionados pela elevada oferta de animais disponíveis para abate”, ressalta a Agrifatto.
Por sua vez, ressalta a consultoria, os contratos de novembro/25 e dezembro/25, embora ainda negociados com ágio em relação ao mercado físico (R$ 7,95 e R$ 13,70 respectivamente), sofreram uma desvalorização significativa na última semana.




