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Scot identifica baixa de R$ 5/@ nos preços do “boi comum” e do “boi-China” nesta terça (10/12)

Na previsão da Agrifatto, a tendência a curto prazo é de que os preços da arroba continuem a cair, em função do aumento temporário da capacidade ociosa nas indústrias brasileiras
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A Scot Consultoria identificou queda de 5/@ nos preços do boi gordo “comum” e do “boi-China” no mercado paulista nesta terça-feira (10/12), que agora são negociados por R$ 325/@ e R$ 330/@, no prazo, respectivamente – portanto, prevalecendo um ágio de R$ 5/@ para o animal tipo-exportação (abatido mais jovem, com até 30 meses de idade).

Confira as cotações dos animais terminados, apurados no dia 10/12 pela Agrifatto; clique AQUI.

“O mercado está relativamente ofertado, principalmente para o boi gordo”, ressalta a Scot, acrescentando que, em São Paulo, as escalas de abate dos frigoríficos estão, em média, para sete dias.

Também em São Paulo, apurou a Scot, a vaca gorda teve baixa diária de R$ 3/@ nesta terça-feira, enquanto a novilha gorda caiu R$ 2/@ – agora as fêmeas são negociadas por R$ 302 e R$ 320/@, respectivamente, no prazo, valores brutos.

Pelos dados da Agrifatto, o preço do boi gordo negociado em São Paulo ficou estável nesta terça-feira, em R$ 320/@. Este também é o valor apurado para o “boi-China” – ou seja, pelos números levantados pela consultoria, não há atualmente premiação para o animal tipo-exportação no mercado paulista.

“Com as indústrias fora de compras, a pressão sobre os preços da arroba no mercado físico esquentou um pouco, mas não o suficiente para alterar os valores da arroba do boi gordo”, ressalta a Agrifatto, que acompanha diariamente outras 16 praças brasileiras.

Nas demais regiões monitoradas pela Agrifatto, o preço médio do boi gordo cedeu para R$ 302,80/@. “Três das 17 praças acompanhadas desvalorizaram a arroba (AC, MA e RO); as outras 14 mantiveram suas cotações inalteradas”, reforça a Agrifatto.

Os analistas da Agrifatto relembra que, após as altas continuadas e de alta intensidade de novembro/24, o mercado físico experimentou mudanças significativas na primeira semana de dezembro/24.

“A entrada de animais confinados gerou uma forte pressão de queda sobre os valores da arroba”, diz a consultoria.

No entanto, neste início de semana, com muitas indústrias brasileiras fora das compras de boiadas gordas, a pressão sobre os preços arrefeceu temporariamente e o volume negociado foi baixo, resultando em cotações estáveis na maioria das praças do País.

Segundo cálculos da Agrifatto, as escalas de abate dos frigoríficos brasileiros permaneceram estáveis, com média de atendimento nacional de nove abates.

Porém, prevê a Agrifatto, a tendência a curto prazo é de que os preços do boi gordo continuem a cair, embora de maneira menos acentuada, em função do aumento temporário da capacidade ociosa nas indústrias brasileiras, sejam elas exportadoras e/ou voltadas para o consumo no mercado interno.

Mercado futuro em recuperação

Na segunda-feira (9/10), a B3 registrou valorização em todos os contratos futuros do boi gordo pelo terceiro pregão consecutivo, relembra a Agrifatto. O destaque foi o contrato com vencimento em março/25 que fechou cotado a R$ 302,35/@, uma alta de 2,44% em relação ao fechamento de sexta-feira.

Impacto da carne na inflação

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de novembro/24, divulgado nesta terça-feira (10/12/2024) foi impactado sobretudo pelo avanço nos grupos de Alimentação e bebidas (+1,55%), Despesas pessoais (+1,43%) e Transportes (+0,89%). No setor de Alimentação e bebidas, o aumento nos preços das carnes (+8,02%) foi a principal variação positiva, com a carne bovina expressando alta de 8,08%.

“O avanço de 8,08% da carne bovina foi a maior da série histórica (desde 2020), consolidando assim o terceiro mês consecutivo de alta nas cotações da proteína”, ressalta a Agrifatto, acrescentando que a alta foi pautada na consistente valorização dos preços do boi gordo e da carcaça bovina.

 

 

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