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Preços do boi gordo mantêm viés de alta, estimulados pelo mercado externo

No interior paulista, houve indústria que realizou compras de boiada gorda a R$ 330/@ (valor bruto) para atender um carregamento para China, informa a IHS Markit
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Nesta terça-feira, 21 de dezembro, o mercado brasileiro do boi gordo voltou a registrar altas mais consistentes entre algumas praças pecuárias, informa a IHS Markit.

“A procura por animais terminados deu sinais de aquecimento, com unidades de abate fazendo negócios para garantir escalas ao menos até meados da primeira semana de janeiro”, relatam os analistas da IHS Markit.

Segundo dados apurados pela Scot Consultoria, os bovinos para o mercado paulista estão apregoados em R$ 317/@ de boi gordo, R$ 300/@ de vaca gorda e R$ 310/@ de novilha gorda (preços brutos e a prazo).

“Negócios de até R$ 325/@ acontecem para boiadas cujo destino é a exportação”, acrescenta a Scot.

De acordo com a IHS, a presença mais ativa de algumas indústrias envolve compras visando atender alguns compromissos de última hora de novas cargas para o mercado chinês.

No interior paulista, houve indústria que realizou compras de boiada gorda a R$ 330/@ (valor bruto) para atender um carregamento para China, informa a IHS Markit.

Em Minas Gerais, a oferta enxuta de animais terminados forçou novas altas na arroba, enquanto as indústrias frigoríficas correm para fechar o ano, relatam os analistas da IHS.

No Mato Grosso do Sul, os negócios envolvendo machos terminados variaram entre R$ 315/@ a R$ 325/@ (valores brutos).

“Porém, logo que concluíram as escalas de abate para o dia 3 de janeiro de 2022, as indústrias do MS saíram das compras e sinalizaram valores mais baixos”, conta a IHS.

Em Goiás, o mercado do boi gordo segue agitado e com forte especulação: o tamanho, qualidade e idade dos lotes gera preços diferenciados, relata a consultoria.

“Ainda em Goiás, uma planta frigorífica em Mineiros foi habilitada para exportar carne bovina aos EUA”, informa a IHS.

Entre as praças pecuárias da região Norte do Brasil, os preços do boi gordo também estão mais firmes, embora as altas tenham sido esparsas devido ao fluxo mais cadenciado de negócios.

Boa parte das indústrias do Norte brasileiro possuem confinamentos próprios, o que limita a necessidade de entrar mais forte nas compras de gado gordo, acrescenta a IHS.

Na região de Redenção, no Pará, foram fechados negócios com bolada gorda a R$ 290/@, no prazo para descontar. No Tocantins, foram estabelecidas vendas de até R$ 295/@, valor bruto, à vista, informa a IHS.

“Os baixos preços da carne bovina no atacado ainda geram muita cautela entre as indústrias frigoríficas, sobretudo aquelas unidades que operam essencialmente com o mercado interno”, observa a IHS.

Na avaliação da consultoria, a firmeza nas indicações da arroba do boi gordo deve-se sobretudo aos repiques de negócios direcionados ao mercado externo, que opera com preços elevados e tem o efeito cambial a seu favor.

“A estratégia dos frigoríficos também é não prejudicar o escoamento e evitar formação de estoques da proteína nas câmaras frias”, afirmam os analistas da IHS.

A Secex (Secretária de Comércio Exterior) informou que a média diária de carne bovina in natura exportada ficou em 5,09 mil toneladas durante as três primeiras semanas de dezembro, um avanço de 19,2% frente à média de novembro/21, mas 21,4% inferior à de dezembro do ano passado.

“Notadamente, o resultado da terceira semana de dezembro elevou a média do mês, o que poderá voltar a 100 mil toneladas caso o ritmo persista”, prevê a IHS.

Além de algumas carregamentos ao mercado chinês, grandes remessas de carne bovina brasileira estão sendo direcionados a outros importantes mercados consumidores, como os EUA, informam os especialistas da IHS.

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No atacado, o fluxo das vendas de carne bovina segue regular o suficiente para garantir suporte à estabilidade aos preços dos principais cortes bovinos.

Por se tratar de uma semana mais curta, esperava-se algum repique de venda, mas os baixos preços das carnes concorrentes ainda limitam a possibilidade de ajustes, relata a IHS.

Cotações máximas desta terça-feira, 21 de dezembro, segundo dados da IHS Markit:

SP-Noroeste:

boi a R$ 327/@ (prazo)
vaca a R$ 305/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 320/@ (à vista)
vaca a R$ 296/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 315/@ (prazo)
vaca a R$ 296/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 310/@ (prazo)
vaca a R$ 298/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 296/@ (prazo)
vaca a R$ 283/@ (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ 296/@ (prazo)
vaca a R$ 283/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 298/@ (prazo)
vaca a R$ 286/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 300/@ (à vista)
vaca a R$ 286/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 296/@ (à vista)
vaca a R$ 286/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 312/@ (prazo)
vaca R$ 300/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 315/@ (prazo)
vaca a R$ 298/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 305/@ (à vista)
vaca a R$ 286/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 325/@ (prazo)
vaca a R$ 302/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 315/@ (prazo)
vaca a R$ 305/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 305/@ (à vista)
vaca a R$ 296/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 327/@ (à vista)
vaca a R$ 309/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 327/@ (à vista)
vaca a R$ 309/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 286/@ (prazo)
vaca a R$ 276/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 286/@ (prazo)
vaca a R$ 278/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 288/@ (prazo)
vaca a R$ 279/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 293/@ (prazo)
vaca a R$ 281/@ (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 291/@ (à vista)
vaca a R$ 278/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ 290/@ (à vista)
vaca a R$ 277/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 283/@ (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ 280/@ (à vista)
vaca a R$ 266/@ (à vista)

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