No primeiro semestre de 2025, a participação de fêmeas (vacas e novilhas) sobre o total de bovinos abatidos no Brasil atingiu 49,8%, o maior índice da história para o período e 7,07 pontos percentuais acima da média dos últimos 15 anos, de 42,75%, informa a Agrifatto, com base nos dados divulgados nesta quarta-feira (12/11) pelo IBGE.
No período de janeiro a junho de 2024, a participação de fêmeas no total de bovinos enviados aos ganchos ficou em 45,6% — ou seja, 4,2% abaixo da participação registrada no primeiro semestre deste ano (49,8%).
“A última retenção de matrizes foi muito intensa, o que fez com que o descarte de fêmeas avançasse para o primeiro semestre de 2025”, afirmam os analistas da Agrifatto.
Para os meses finais deste ano, prevê a consultoria, o ritmo de abate deve registrar desaceleração, motivada por um descarte de fêmeas menos intenso.
Desempenho no 2º tri/25
O abate de fêmeas no 2º trimestre de 2025 atingiu 5,27 milhões de cabeças, 16,03% superior ao mesmo período de 2024.
“Maio/25 registrou o maior número de fêmeas abatidas da história, com 1,77 milhão de cabeças”, destaca a Agrifatto, que ressalta: “Com a divulgação dos números do segundo trimestre, é possível observar que o descarte de fêmeas segue intenso”.
Para os machos, o cenário foi oposto: houve recuo de 6,0% no comparativo anual, com um total de 5,20 milhões de cabeças abatidas.
Carcaças mais leves
Como resultado de uma maior participação de fêmeas nos abates, o peso médio das carcaças dos bovinos brasileiros apresentou recuo de 2,27% no comparativo anual e fechou o primeiro semestre de 2025 com 252,53 kg por cabeça, acrescenta a Agrifatto.
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