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MS: entidades ligadas à pecuária debatem mercado de carbono

Evento promovido pela Biofílica Ambipar reuniu produtores rurais a fim de se atualizarem sobre o mercado promissor de venda de carbono no Brasil
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Em cinco anos teremos a identificação da pegada de carbono dos produtos, assim como temos a tabela nutricional, que é obrigatória estar estampada nas embalagens.

A afirmação do CEO da Biofílica Ambipar, Plinio Ribeiro, abriu evento realizado na quarta-feira (30/11), em Campo Grande (MS), junto a entidades ligadas à pecuária.

A finalidade da ação é atentar os agentes sobre a necessidade de se atualizarem e entrarem de fato no mercado de carbono.

“Essa agenda não tem mais volta, devemos olhar para frente e não ser permissivos à ilegalidade, precisamos tratar isso de fato como algo que o setor precisa trabalhar”, completa Ribeiro.

O evento apresentou aos produtores rurais presentes o programa REDD+ Pantanal, que pretende gerar créditos de carbono por meio de ações de combate ao desmatamento, e à degradação florestal, combinado com atividades sociais, de clima e biodiversidade, permitindo assim, a redução de emissões provenientes de desmatamento e degradação florestal, somadas à conservação e aumento dos estoques de carbono florestal, além do manejo sustentável de florestas.

“O evento foi muito esclarecedor, bem objetivo, nos mostrou que já evoluiu bastante essa avaliação, metodologia e sistemática para mensuração dos créditos, dos títulos de carbono no Pantanal. A ABPO acredita que tenhamos aí um novo modelo de trazer incremento na renda do produtor, que ajuda a fomentar essa mentalidade de buscar essa conservação das suas áreas”, pontua o presidente da Associação Pantaneira de Pecuária Orgânica e Sustentável, Eduardo Cruzetta.

O programa já começou em algumas propriedades pantaneiras, sendo feitas as análises e de acordo com a Biofílica Ambipar em 18 meses já será possível realizar as primeiras validações.

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A ideia também traz possibilidades para outras regiões além Pantanal.

“Acredito que os mercados potenciais da nossa carne, do nosso produto, estão com essa visão da pegada de carbono e a Novilho Precoce MS tem um papel fundamental de mostrar o caminho para o produtor medir essa pegada do produto dele que é o boi, que é entregue à indústria e aos mercados que são os melhores pagadores do mundo, como Europa, Japão, Coréia do Sul e China. Isso dá mais possibilidades, inclusive para abertura de outros mercados. Então, eventos como esse nos ajudam a aprofundar nosso conhecimento e trazer novidades nesse assunto, que cabe também a outras regiões do nosso Estado”, explica Rafael Gratão, presidente da Associação Novilho Precoce MS.

O evento contou também com o apoio do Instituto Taquari Vivo, que realiza ações de recuperação e conservação de áreas nos entornos da Bacia do Alto Taquari, em Mato Grosso do Sul.

Fonte: Ascom Instituto Taquari Vivo

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