Os preços do milho seguem em queda em praticamente todas as regiões acompanhadas pelo Cepea, voltando a operar nos patamares nominais observados em 2020 – em Campinas (SP), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa registrou queda diária consecutiva em todo mês de abril.
Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário é resultado do aumento da disponibilidade doméstica do cereal e/ou da flexibilidade nos preços de venda e nos prazos de pagamento e de entregas por parte de produtores.
Além disso, compradores estão afastados das aquisições, à espera de novas desvalorizações do cereal, fundamentados na possível colheita recorde na segunda safra deste ano – atualmente, a produção é estimada pela Conab em 95,32 milhões de toneladas, 11% a mais que em 2022.
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SOJA
Na última semana, os Indicadores da soja ESALQ/BM&FBovespa – Paranaguá (PR) e CEPEA/ESALQ – Paraná registram os menores patamares nominais desde agosto de 2020.
As médias mensais de abril, em termos reais (deflacionameto pelo IGP-DI, de mar/23), por sua vez, são as mais baixas desde março/20, sinal de que os atuais preços de comercialização são similares a um poder aquisitivo verificado há três anos.
De acordo com o Cepea, o impacto desse contexto sobre rentabilidade de sojicultores será expressivo, sobretudo no caso dos que não fizeram vendas antecipadas, optando pela negociação em período de colheita, quando, sazonalmente, as cotações são pressionadas.




