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Milho: exportação brasileira atinge maior patamar das últimas 22 semanas

Parcial de jullho/24 marca um aumento mensal de 17,4% nos embarques do cereal, consolidando o apetite mais voraz do mercado externo, relatam os analistas da Agrifatto
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Na terceira semana de julho/24, as exportações brasileiras de milho atingiram o patamar mais alto das últimas 22 semanas, informa a Agrifatto, com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

No período semanal, foram embarcadas 733 mil toneladas, volume 17,3% acima da quantidade registrada na segunda semana de julho/24, de 625 mil toneladas.

No entanto, as vendas externas de milho do Brasil ainda seguem bem abaixo dos volumes registrados no ano passado.

No acumulado das três semanas de julho/24 (15 dias úteis do mês) foram exportadas 1,582 milhão de toneladas, o que significa queda de 40,7% sobre o volume registrado em igual período de julho de 2023, de 2,668 milhões de toneladas.

O preço médio do milho embarcado registrou ligeira queda de 1% na terceira semana de julho/24 (na comparação com a semana anterior), chegando a US$ 198,30/tonelada.

Mercado interno

Os preços físicos e futuros do milho reagiram positivamente durante a última semana, segundo levantamento da Agrifatto.

“Apesar do avanço da colheita no Brasil, a valorização dos prêmios de exportação e do câmbio influenciaram as cotações futuras da commodity na B3”, afirmam os analistas da consultoria, que indagam: “Será que o fundo de preços ficou para trás?”.

Segundo ressalta a Agrifatto, a demanda externa retorna ao mercado brasileiro com mais apetite neste momento, impulsionando os preços nos portos para R$ 62-65/sc para o restante de 2024.

No entendimento da Agrifatto, os exportadores brasileiros são favorecidos pelas complicações da logística na Argentina, devido ao baixo nível do Rio Paraná, o que limitou o tráfego e carregamento de navios no país concorrente.

Também contribuiu para o maior apetite dos importadores pelo milho brasileiro a redução de safra na Ucrânia e no leste europeu, acrescentam os analistas. O dólar fortalecido (frente ao real) também colabora com a maior competitividade das exportações das commodities brasileiras.

“Embora a colheita do cereal no Brasil ainda não tenha encerrado, no curto prazo ainda vemos o preço do milho em recuperação, com a demanda doméstica também voltando a participar mais ativamente do mercado”, observa a Agrifatto.

No mercado futuro, também permanece o viés de alta nos contratos deste ano. O papel do milho com vencimento em setembro/24 voltou a fechar o pregão desta segunda-feira (22/7) acima da referência dos R$ 60/saca, informa a Agrifatto.

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