No acumulado de janeiro a junho de 2025, a China importou 1,29 milhão de toneladas de carne bovina, uma retração de 9,76% em relação ao resultado registrado no mesmo período do ano passado, informa a Agrifatto, com base em dados do governo chinês.
Como usual, acrescenta a consultoria, o Brasil dominou a lista de fornecedores da proteína vermelha no primeiro semestre, alcançando uma participação de 47% do total importado pelos chineses.
Foram 604 mil toneladas de proteína bovina brasileira embarcadas para o país asiático nos primeiros seis meses deste ano.
“O Brasil tem conquistado espaço (no mercado chinês de importação de carne bovina) em detrimento de países como Uruguai, Nova Zelândia e Estados Unidos”, observa a Agrifatto, que acrescenta: “A principal razão disso é a desvalorização do boi gordo brasileiro frente à média dos principais exportadores nos últimos meses, potencializado pelo câmbio, o que tornou a carne brasileira mais atrativa para os importadores chineses”.
Outro ponto de destaque é a maior presença da Austrália nas importações chinesas e a menor participação da carne bovina argentina no país asiático, observa a Agrifatto.
O gigante asiático comprou 36,67% a mais de carne bovina australiana nos primeiros seis meses de 2025, comparado ao mesmo período de 2024, ao mesmo tempo em que reduziu em 29,42% as compras da carne argentina.
Possível cota de importação chinesa
Com a proximidade do término das investigações chinesas sobre o impacto das importações de carne bovina, as expectativas é de que a China imponha cotas de importação para a proteína comprada de outros países, relata a Agrifatto.
Uma das formas possíveis, diz a consultoria, é a criação de uma “cota global” em que haverá um número máximo de importação, não sendo diferido por país exportador. Outra forma em que o mercado espera é a cota por país, acrescenta a Agrifatto.
“Diversos fornecedores globais de carne bovina ficaram com um grande receio em relação à possível existência de uma ‘cota global’, pois o Brasil é um fornecedor em potencial a preencher essa cota em um curto espaço de tempo”, analisa a consultoria.




