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Gado confinado não dá conta da demanda e falta boi na praça

Cotações disparam mais uma vez nas principais praças pecuárias, forçando a indústria frigorífica a colocar a mão no bolso para ter boiadas no abate
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Os preços do boi gordo dispararam nesta quarta-feira, fortalecendo ainda mais a tendência de alta da arroba, que parece não ter mais fim. Em São Paulo, o valor máximo do boi gordo atingiu R$ 280/@, a prazo, enquanto a vaca gorda foi a R$ 260, segundo apurou a IHS Markit.

“Mesmo com a entrada de alguns lotes de gado terminado em confinamento, a atual disponibilidade de oferta não é suficiente para atender a demanda vigente no país, condição que desencadeou um forte movimento de alta nos preços da arroba no dia de hoje”, relata a consultoria.

Este esgotamento de oferta de animais prontos está relacionado sobretudo à mudanças estruturais da cadeia da carne ocorridas no passado recente, tais como alto nível de abate de fêmeas (que resultaram na queda na oferta de animais jovens); saída de muitos pecuaristas da atividade de cria devido ao estrangulamento das margens; e migração de pecuária para agricultura.

Neste ano, comenta a IHS Markit, a conjuntura de baixa oferta de bovinos foi agravada pelo retardamento no alojamento de animais nos confinamentos, além do atraso das chuvas em muitas regiões pecuárias, o que retardou a recuperação das pastagens e, com isso, a entrega de “animais de capim”.

Com o prolongamento do período seco, uma parte dos pecuaristas resolveu colocar os animais no cocho, justamente num momento de disparada nos preços das rações (milho e farelo).

Dessa maneira, as escalas de abate das indústrias continuam bastante apertadas, resultando e, por isso, os frigoríficos não têm outra saída a não ser oferecer mais pela arroba, estimulando a decisão de venda por parte dos pecuaristas.

Giro pelas praças

Entre as praças situadas na região Centro-Sul, destaque para os avanços registrados nesta quarta-feira nos Estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, segundo acompanhamento dos analistas da IHS Markit.  “As plantas frigorificas que atuam no mercado sul mato-grossense relatam muita dificuldade em preencher as suas escalas de abate nesta semana, agravada pela presença de compradores de Estados vizinhos, como São Paulo”, observa a consultoria. Semelhantemente, os preços disparam no Mato Grosso em função da maior disputa por ofertas locais.

Em Goiás e Paraná, as cotações da arroba registraram fortes altas em função da maior necessidade de compra de gado por parte de indústrias que têm compromissos com o mercado externo.

No Norte e Nordeste, o mercado se mostrou mais calmo, porém o ambiente é de preços firmes, sobretudo devido às exportações, informa a IHS.

No atacado, os preços dos principais cortes bovinos seguiram estáveis, sustentados por uma demanda mais ativa, especialmente pela aproximação deste próximo final de semana. Com estoques ajustados, a possibilidade de novas altas não é descartada, avalia a IHS.

Em relação as vendas externas, em outubro passado, o Brasil exportou 162,7 mil toneladas de carne bovina in natura, recuperação de 14,3% frente ao mês anterior. No acumulado de janeiro a outubro, o volume exportado soma 1,41 milhão de toneladas, 11,8% acima do volume registrado em igual período de 2019.

Confira as cotações desta terça, 4 de novembro, segundo dados da IHS Markit:

SP-Noroeste:

boi a R$ 280/@ (prazo)
vaca a R$ 260/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 273/@ (à vista)
vaca a R$ 252/@ (à vista)

MS-C. Grande:

boi a R$ 276/@ (prazo)
vaca a R$ 254/@  (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 275@ (prazo)
vaca a R$ 251@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 265/@ (prazo)
vaca a R$ 249@ (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ 266@ (prazo)
vaca a R$ 250/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 263/@ (prazo)
vaca a R$ 251/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 262/@ (à vista)
vaca a R$ 246/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 255/@ (à vista)
vaca a R$ 245/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 266/@ (prazo)
vaca R$ 251/@  (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 266/@ (prazo)
vaca a R$ 256/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 276/@ (à vista)
vaca a R$ 256/@  (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 266/@ (prazo)
vaca a R$ 251/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 266/@ (prazo)
vaca a R$ 252/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 261/@ (à vista)
vaca a R$ 251/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 249/@ (à vista)
vaca a R$ 234/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 244,50/@ (à vista)
vaca a R$ 234/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 265/@ (prazo)
vaca a R$ 256/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 264@ (prazo)
vaca a R$ 256/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 265/@ (prazo)
vaca a R$ 259/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 261/@ (prazo)
vaca a R$ 252@ (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 256/@ (à vista)
vaca a R$ 251/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ 251@ (à vista)
vaca a R$ 242/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$ 261/@ (prazo)
vaca a R$ 247/@ (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ 260/@ (à vista)
vaca a R$ 247/@ (à vista)

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