Favorecido pelo avanço do dólar, Brasil intensifica embarques de carne bovina aos EUA

No acumulado de janeiro a maio de 2024, os EUA já adquiriram 50 mil toneladas de carne bovina in natura brasileira

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Depois de perder ritmo em março/24 e abril/24, as exportações de carne bovina brasileira aos Estados Unidos voltaram a crescer em maio/24, informa a Agrifatto, com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Foram embarcadas 10,17 mil toneladas ao mercado norte-americano, 123,48% acima do volume registrado no mês anterior (abril/24) e 49,64% maior da quantidade computada em maio /23.

O Brasil já preencheu toda a cota anual de exportação (livre de impostos) ao mercado norte-americano. Classificada como “outros países”, a cota é limitada a 65 mil toneladas/ano e foi esgotada no final de fevereiro/24.

Neste momento, portanto, os frigoríficos brasileiros precisam pagar um imposto de 26% para exportar aos EUA.

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Segundo a consultoria, o avanço dos embarques ao mercado norte-americano é atribuído ao déficit na produção local da proteína e aos preços baixos da commodity brasileira.

No acumulado de janeiro a maio de 2024, os EUA já adquiriram 50 mil toneladas de carne bovina in natura do Brasil.

Trata-se do segundo maior volume da história para o período, informa a Agrifatto. “Só não foi ainda maior porque os australianos recuperaram a produção e estão fornecendo grandes quantidades de proteína bovina para os norte-americanos”, dizem os analistas.

Segundo a Agrifatto, um fator que pode contribuir ainda mais para que a carne bovina brasileira avance nos EUA é o câmbio. No último dia 12/06/24 o dólar atingiu o maior valor frente ao real desde 04/01/23, ficando cotado a R$ 5,40, uma alta de 4,77% no comparativo mensal.

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Tal conjuntura, ressalta a Agrifatto, colocou o preço do boi paulista, em dólares, no seu menor nível desde setembro/23, cotado a US$ 40,30/@ – o valor mais baixo entre os grandes exportadores de carne bovina do mundo.

“A moeda norte-americana em alta dá ao boi gordo brasileiro (e também à nossa carne) maior competitividade no mercado internacional”, reforça o zootecnista Felipe Fabbri, analista da Scot Consultoria.

Em 2024, compara a Agrifatto, o real é uma das moedas mais enfraquecidas no mundo, recuando já 8,3% desde o início do ano, observam os analistas.

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