A Associação Argentina de Trabalhadores da Indústria Láctea (Atilra) informou que a cooperativa de laticínios SanCor, que enfrenta processo de falência desde fevereiro do ano passado e sob intervenção, entrou com pedido de falência na justiça nesta quarta-feira (15/4), informa o jornal Clárin.
A empresa, que processa atualmente 700.000 litros diários, tem dívidas de US$ 120 milhões e acumula 8 meses de salários atrasados.
“Tanto para os trabalhadores quanto para a nossa organização que os representa, a declaração de falência não é um fim, mas o início de uma nova etapa em que a marca SanCor, despojada da estrutura que a levou à beira da extinção, deve florescer novamente com o ímpeto da nobreza e da qualidade dos produtos que os trabalhadores de Atilra produzem”, diz comunicado do sindicato
Segundo relembra o Clarín, no final de 2025, “o juiz Marcelo Germán Gelcich, que supervisiona o processo de falência da empresa de laticínios, decidiu intervir na cooperativa devido às constantes violações da empresa, tanto no que diz respeito ao pagamento de salários quanto à falta de fornecimento de informações detalhadas solicitadas pelo tribunal”.
A SanCor foi fundada em 1938 como uma cooperativa de produtores de leite e, em tempos, foi líder incontestável do setor, destaca o Clarín, acrescentando que, em 1994, a empresa processava 4,6 milhões de litros por dia.
Porém, ao longo dos anos, a SanCor perdeu participação de mercado: 15 anos depois, em 2009, processou 3 milhões de litros e caiu para o segundo lugar, enquanto em 2022 recuou para o 12º lugar no ranking, com pouco mais de 533.000 litros por dia.
Atualmente, os 700.000 litros diários produzidos são oriundos de seis fábricas localizadas em Santa Fé (3) e Córdoba (3). “Todas as seis fábricas estão em operação, mas com volumes de produção variáveis”, esclarece o Clarín.




