O abate de bovinos seguiu em crescimento em 2023 e chegou a 34,06 milhões de cabeças, um aumento de 13,7% em relação a 2022, dando sequência à tendência de crescimento verificado no ano anterior. Os dados integram as Estatísticas da Produção Pecuária, divulgados no dia 14 de março pelo IBGE.
Em termos de cabeças abatidas, este é o segundo maior resultado da série histórica da pesquisa, atrás apenas do registrado em 2013.
Porém, a produção de 8,95 milhões de toneladas de carcaças foi recorde. Já os abates de frangos e suínos atingiram recordes em suas séries, totalizando 6,28 bilhões e 57,17 milhões de cabeças, respectivamente. Os dados são das Estatísticas da Produção Pecuária, divulgadas hoje (14) pelo IBGE.
“O aumento da atividade foi acompanhado das exportações recordes de carne bovina in natura (2,01 milhões de toneladas), registradas pela série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), e pela queda de 19,8% no preço médio da arroba (Cepea/Esalq)”, explica o analista da pesquisa, Bernardo Viscardi.
No quarto trimestre, foram abatidas 9,15 milhões de cabeças de bovinos, aumento de 21,3% na comparação anual e de 1,8% se comparado ao trimestre imediatamente anterior.
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Em 2023, o abate de fêmeas apresentou alta pelo segundo ano consecutivo, com um incremento de 26,6% em comparação ao ano passado. O abate de 4,11 milhões de cabeças de bovinos a mais, no comparativo 2023/2022, foi causado por aumentos em 21 das 27 Unidades da Federação.
Os acréscimos mais expressivos, nas Unidades da Federação com 1,0% ou mais de participação ocorreram em Mato Grosso (+1,21 milhão de cabeças), Rondônia (+841,05 mil cabeças), Goiás (+535,19 mil cabeças), Pará (+440,24 mil cabeças), Minas Gerais (+247,21 mil cabeças), Bahia (+195,43 mil cabeças) e Tocantins (+149,30 mil cabeças). Em contrapartida, a queda de maior intensidade ocorreu no Mato Grosso do Sul (-29,66 mil cabeças).
Mato Grosso continuou liderando o ranking das UFs do abate de bovinos em 2023, com 17,4% da participação nacional, seguido por Goiás (10,4%) e São Paulo (10,1%).
Os números mostram também que o abate de frangos atingiu o recorde da série histórica, com 6,28 bilhões de cabeças, um aumento de 2,8% em relação ao ano de 2022, superando o recorde atingido em 2021.
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No último trimestre, com 1,53 bilhão de cabeças de frangos abatidas, houve queda de 2,2% em relação ao mesmo período de 2022 e de 3,2% comparado ao terceiro trimestre de 2023.
Enquanto isso, o número de cabeças de suínos abatidas em 2023 foi de 57,17 milhões, superando em 1,3% o resultado de 2022 e atingindo mais um recorde na série histórica.
No 4º trimestre, foram abatidas 14,15 milhões de cabeças, aumento de 1,1% em relação ao mesmo período de 2022 e queda de 3,4% na comparação com o 3° trimestre de 2023.
Produção de ovos e couro – A produção de ovos de galinha no ano de 2023 foi de 4,21 bilhões de dúzias, um aumento de 2,7% em relação ao ano anterior, registrando o maior valor da série histórica da pesquisa.
“Apesar da retração dos preços médios das carnes ao consumidor final, os ovos ainda constituem uma fonte bastante acessível em termos comparativos. Além disso, o crescimento do setor de frangos para corte influencia diretamente na produção de ovos para incubação”, explicou Bernardo Viscardi, supervisor da pesquisa.
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No 4º trimestre, a produção foi de 1,05 bilhão de dúzias, correspondendo a um aumento de 0,5% em relação à quantidade no mesmo trimestre de 2022 e queda de 1,9% sobre o registrado no trimestre imediatamente anterior.
Já os curtumes investigados pela Pesquisa Trimestral do Couro – aqueles que curtem pelo menos 5.000 unidades inteiras de couro cru bovino por ano – declararam ter recebido 34,40 milhões de peças inteiras de couro cru bovino em 2023.
Essa quantidade foi 11,7% maior que a registrada no ano anterior. No 4º trimestre, foram registradas 9,17 milhões de peças inteiras de couro, um aumento de 17,7% em relação ao mesmo período em 2022 e de 2,6% frente ao trimestre imediatamente anterior.
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Enquanto isso, os laticínios que atuam sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária captaram, em 2023, 24,52 bilhões de litros, equivalente a um acréscimo de 2,5% sobre a quantidade registrada em 2022.
O ano de 2023 retoma o crescimento na produção de leite, após dois anos de quedas consecutivas na aquisição pelas indústrias.
No entanto, a produção deste ano ainda é menor que o recorde de 25,64 bilhões de litros de leite observados em 2020. No quatro trimestre, a produção foi de 6,46 bilhões de litros, acréscimo de 2,2% em relação ao 4º trimestre de 2022 e também aumento de 2,6% em comparação ao trimestre imediatamente anterior.
Fonte: Agência IBGE Notícias




