O aumento da oferta de animais de confinamento pressionou os preços da arroba do boi gordo em setembro, mas a chegada das chuvas nas principais regiões produtoras pode trazer um respiro para o pecuarista, equilibrando melhor a oferta e dando maior poder de negociação.
A análise é do engenheiro agrônomo Gustavo Duprat, analista de mercado da Scot Consultoria, em entrevista ao programa Terraviva DBO na TV, exibido na quarta-feira, 1º de outubro.
Segundo Gustavo, com a recuperação das pastagens graças às chuvas, os pecuaristas terão mais capacidade de manter os animais no campo, reduzindo a pressão de venda imediata.

“Com mais pasto disponível, os pecuaristas terão maior potencial e possibilidade de manter os animais dentro da porteira. Isso vai reduzir a oferta de animais para abate e possibilitar que os pecuaristas negociem preços mais vantajosos”, afirmou.
Reposição em alta
Além das chuvas, o aumento nos preços da reposição tem chamado atenção dos pecuaristas. Segundo Gustavo, praticamente todas as categorias registraram alta de pelo menos 20% em relação ao ano passado, o que estimula a retenção de fêmeas e reduz o abate.
“Essa melhora dos preços da reposição, vai reduzir o estímulo para o abate de fêmeas daqui para frente. A tendência é que tenhamos menos fêmeas participando dos abates, o que leva a uma menor disponibilidade de animais para abate na próxima safra de capim”, explicou o analista.
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Exportações recorde
Enquanto o mercado interno ainda patina, as exportações brasileiras de carne bovina seguem batendo recordes históricos, refletindo a competitividade da carne nacional frente a outros países.
Setembro bateu mais um recorde de exportações de carne bovina, garantindo sustentação à arroba e ajudando a equilibrar a balança diante da maior oferta de animais. A expectativa é que as vendas externas continuem firmes no último trimestre do ano.
Assista à entrevista completa com Gustavo Duprat no Terraviva DBO na TV. A conversa começa a partir do minuto 9:37.
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