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Carne bovina: com reversão do ciclo pecuário, Conab prevê menor produção em 2026

Demanda internacional pela proteína brasileira deve seguir aquecida e o volume exportado tende a se manter próximo da estabilidade, diz a estatal
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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou nesta quarta-feira (26) seu o Quadro de Suprimento do Produto, com dados atualizados sobre a oferta e demanda para 2025 e 2026 das três principais proteínas – aves, suína e bovina – mais consumidas pelos brasileiros.

De acordo com a Conab, devem ser produzidas no país 32,6 milhões de toneladas de carnes em 2026. O volume previsto para o próximo ano representa uma ligeira alta de 0,4% em relação à quantidade prevista para este ano, de 32,48 milhões de toneladas, um novo recorde.

No caso da carne bovina, em 2025 a produção é estimada em 11,38 milhões de toneladas, volume levemente superior ao obtido em 2024. As exportações seguem aquecidas e a expectativa é que até o final de 2025 sejam embarcadas 4,21 milhões de toneladas, o maior volume já registrado.

“O bom ritmo das exportações acontece mesmo com as tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos ao produto brasileiro, retiradas em meados de novembro deste ano, e é estimulado pela demanda chinesa, que absorveu 53,7% das exportações brasileiras”, observa a estatal.

Já em 2026, deverá ser marcada a reversão do ciclo pecuário, o que reflete em uma menor produção, estimada em 10,89 milhões de toneladas, diante de uma maior retenção de fêmeas.

Segundo a Conab, a demanda internacional pelo produto brasileiro deve seguir aquecida e o volume exportado tende a se manter próximo da estabilidade, em torno de 4,25 milhões de toneladas. “Por sua vez, há expectativa de redução na quantidade do produto disponível no mercado interno, estimada em 6,67 milhões de toneladas”, informa o comunicado da companhia.

Frango

A produção de carne de frango em 2026 pode chegar a cerca de 15,86 milhões de toneladas. Se confirmado, o volume representa um novo recorde na série histórica da Conab, superando a estimativa de produção deste ano, que é de 15,5 milhões de toneladas. O bom resultado da avicultura de corte, junto com a suinocultura, influencia positivamente a produção de carnes no país.

Neste ano, o bom resultado da produção de carne de frango permite um aumento na disponibilidade interna do produto no mercado doméstico, mesmo com o ligeiro aumento nas exportações, estimadas em 5,2 milhões de toneladas, frente ao volume embarcado em 2024 de 5,15 milhões de toneladas.

“Vale lembrar que as vendas ao mercado internacional foram afetadas pelo registro de um caso de Influenza Aviária em maio, no Rio Grande do Sul. Ainda assim, os embarques seguiram aquecidos, com outros mercados absorvendo parte significativa da produção, amenizando o impacto nas exportações. Neste mês, a China, o maior importador de carne de frango, declarou a retomada das compras do produto brasileiro”, relata a Conab.

Para 2026, a expectativa é de continuidade da trajetória positiva das exportações, com o volume total embarcado estimado em 5,25 milhões de toneladas. Mais uma vez, o aumento nas vendas internacionais não deve impactar o mercado doméstico, já que a disponibilidade interna também deve crescer no próximo ano em 3,1%, saindo de 10,3 milhões de toneladas em 2025 para 10,62 milhões de toneladas em 2026, possibilitando que a disponibilidade per capita seja estimada em 51,3 quilos por habitante, garantindo o abastecimento.

Carne suína

Em 2025, a produção de carne suína deve chegar a 5,63 milhões de toneladas. As exportações seguem crescendo, mesmo com a desaceleração da demanda chinesa em razão da recuperação do seu plantel após ser afetada pela Peste Suína Africana (PSA), e devem atingir 1,48 milhão de toneladas até o final deste ano. Ainda assim, a disponibilidade interna deve sair de 4 milhões de toneladas em 2024 para 4,16 milhões de toneladas em 2025.

Esse cenário positivo tende a se repetir no próximo ano, diz a estatal. Em 2026, a Conab espera uma alta na produção de 4,5% em comparação com este ano, podendo chegar a 5,88 milhões de toneladas.

“Esse aumento no volume produzido possibilita uma nova elevação nos embarques, projetados em 1,6 milhão de toneladas, sem afetar o abastecimento interno, uma vez que é previsto um incremento na disponibilidade interna no próximo ano na ordem de 3,2%, estimada em cerca de 4,3 milhões de toneladas”, aponta o comunicado da Companhia Nacional de Abastecimento.

Fonte: Gerência de Imprensa Conab

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