Boi-China sobe em São Paulo e ágio respira um pouco, chegando a R$ 5/@

"A entressafra, aparentemente, deu as caras", diz o analista Felipe Fabbri, da Scot Consultoria

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O mercado pecuário abriu a sexta-feira (21/6) com valorização de R$ 2/@ no preço “boi-China” negociado em São Paulo, que agora vale R$ 222/@ – o representa um ágio de R$ 5/@ sobre a cotação do animal “comum” (sem prêmio-exportação), apurou a Scot Consultoria.

“A entressafra, aparentemente, deu as caras”, observa o zootecnista Felipe Fabbri, analista da Scot Consultoria. Ele acrescenta: “Com a oferta diminuindo e o dólar firme, a movimentação de alta na arroba apareceu”.

Segundo Fabbri, a redução na disponibilidade de boiadas pode alterar os “níveis de negócios” daqui para frente.

O analista da Scot lembra que, em 24/6, será comemorado o Dia de São João, com as tradicionais festas juninas presentes pelo Brasil. No mercado do boi, diz ele, há aspectos adiante que precisam ser analisados e podem direcionar os preços da arroba. “Esperamos pra ver se este São João será cai, cai balão ou pula fogueira”, diz ele.

O boi direcionado ao mercado doméstico continua valendo R$ 217/@ nos balcões de negócios de São Paulo, enquanto a vaca e a novilha gordas são vendidas, respectivamente, por R$ 192/@ e R$ 210/@ (preços brutos e a prazo), acrescenta a Scot.

VEJA TAMBÉM | Contrato futuro do boi: “Sentimento de alta na arroba voltou a ser perceptível”, diz Agrifatto

Segundo Fabbri, com o avanço da segunda quinzena de junho, o mercado do boi gordo pode perder a estabilidade em função da descapitalização da população (menor poder aquisitivo devido ao maior distanciamento do pagamento dos salários) e, consequentemente, da possibilidade de incremento nos estoques de carne por parte das indústrias.

Porém, continua Fabbri, as exportações de carne bovina podem seguir ajudando a manter os preços do boi gordo em patamares mais firmes.

O dólar, que segue firme na trajetória de alta e esteve cotado a R$5,50 em alguns momentos, também colabora, diz o analista. “Soma-se a isso, a expectativa de oferta (de boiadas gordas) menos abundante nos próximos meses”, acrescenta ele.

O volume de carne bovina in natura exportado até a primeira quinzena de junho/24 ficou em 97,2 mil toneladas, com média diária de 9,7 mil toneladas , superando em 6% o desempenho médio diário do mesmo período de 2023.

Porém, a cotação da carne brasileira atingiu US$ 4,4 mil/tonelada no acumulado de junho/24, uma queda de 12% na comparação com o preço médio de junho/23.

Mercado Pecuário | Aumento nas exportações pode resultar em alta de preço do boi gordo no 2º semestre?

Segundo apuração da Agrifatto, as negociações envolvendo boiadas gordas ocorrem de forma cautelosa no mercado físico.

“Apesar da posição mais comedida dos frigoríficos, a pressão baixista sobre a arroba aparenta ter dado uma trégua”, afirmam os analistas da Agrifatto, acrescentando: “Já conseguimos ver a valorização na cotação do boi em algumas praças brasileiras”.

Diante de tal cenário, continua a Agrifatto, a média nacional das escalas de abate ficou em 11 dias úteis, apresentando estabilidade no comparativo semanal.

Pelo levantamento da Agrifatto, nesta sexta-feira (21/6), todas as 17 praças acompanhadas mantiveram as cotações estáveis para o boi gordo. Dessa maneira, na região paulista, o animal terminado segue cotado em R$ 220/@ (valor médio entre o boi “comum” e o “boi-China).

No mercado futuro, o contrato com vencimento em junho/24 (curto prazo) fechou o pregão da quinta-feira (20/6) valendo R$ 227,10/@, com alta de 1% no comparativo diário.

O contrato futuro com maior movimentação foi o de outubro/24 (pico da entressafra), que terminou a sessão da B3 em R$ 247,05, com avanço de 1,10% no mesmo comparativo.

Preços dos animais terminados apurados pela Agrifatto na sexta-feira (21/6):

São Paulo — O “boi comum” vale R$215,00 a arroba. O “boi China”, R$225,00. Média de R$220,00. Vaca a R$195,00. Novilha a R$210,00. Escalas de abates de doze dias;

Minas Gerais — O “boi comum” vale R$200,00 a arroba. O “boi China”, R$210,00. Média de R$205,00. Vaca a R$180,00. Novilha a R$195,00. Escalas de abate de catorze dias;

Mato Grosso do Sul — O “boi comum” vale R$215,00 a arroba. O “boi China”, R$215,00. Média de R$215,00. Vaca a R$190,00. Novilha a R$200,00. Escalas de abate de oito dias;

Mato Grosso — O “boi comum” vale R$205,00 a arroba. O “boi China”, R$210,00. Média de R$207,50. Vaca a R$185,00. Novilha a R$195,00. Escalas de abate de dez dias;

Tocantins — O “boi comum” vale R$200,00 a arroba. O “boi China”, R$200,00. Média de R$200,00. Vaca a R$175,00. Novilha a R$180,00. Escalas de abate de nove dias;

Pará — O “boi comum” vale R$200,00 a arroba. O “boi China”, R$200,00. Média de R$200,00. Vaca a R$175,00. Novilha a R$180,00. Escalas de abate de onze dias;

Goiás — O “boi comum” vale R$200,00 a arroba. O “boi China/Europa”, R$210,00. Média de R$205,00. Vaca a R$185,00. Novilha a R$200,00. Escalas de abate de dez dias;

Rondônia — O boi vale R$185,00 a arroba. Vaca a R$170,00. Novilha a R$175,00. Escalas de abate de treze dias;

Maranhão — O boi vale R$195,00 por arroba. Vaca a R$175,00. Novilha a R$175,00. Escalas de abate de doze dias;

Paraná — O boi vale R$220,00 por arroba. Vaca a R$195,00. Novilha a R$200,00. Escalas de abate de oito dias

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