O desempenho positivo das exportações de carne bovina tem estimulado a produtividade e a qualidade do produto em Mato Grosso, que detém o maior rebanho do Brasil, com cerca de 33 milhões de cabeças.
Os crescentes índices de produtividade da pecuária mato-grossense estão diretamente relacionados ao crescimento do mercado internacional do setor, segundo avaliação do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac).
Foto: Divulgação
“Uma vez tendo um nível de maior qualidade, de acordo com as exigências de mercado, o índice permanece em alta apesar da redução no volume de exportação diante da saída dos chineses do mercado”, informa em nota o diretor de Operações do Imac, Bruno Jesus de Andrade.
Em 20 anos, Mato Grosso quase triplicou a produtividade de carne bovina por hectare (ha), passando de 24,3 kg/ha em 2000 para 72,5 kg/ha em 2019, segundo dados do Imac.
A produtividade brasileira há 20 anos era de 25,44 kg/ha, metade dos 50,65 kg/ha registrados no final de 2019.
“Nos anos 2000, Mato Grosso exportou mais de 9,6 mil toneladas e o Brasil quase 189 mil de toneladas. Enquanto, em 2020, o Estado chegou a 381,3 mil toneladas exportadas e o Brasil atingiu 1,8 milhão de toneladas. A curva de crescimento das exportações coincide com a evolução da produtividade, o mercado atua como um fomentador de investimentos em tecnologia e isso se reflete na qualidade e na produtividade”, explica Andrade.
Mais: o pecuarista mato-grossense segue o caminho da intensificação da produção, que tem proporcionado os melhores resultados na relação custo/benefício.
“Os investimentos que o produtor tem feito neste sentido estão sendo revertidos em ganhos de produtividade. Por isso, o setor não vai voltar atrás e deve ampliar o processo de intensificação do rebanho pensando não só na rentabilidade, mas também na questão ambiental”, reforça Andrade, lembrando que a redução do período de abate equivale a índices menores de gás metano na atmosfera.
Em Mato Grosso, a exportação de carne somou até novembro US$ 1,6 bilhão referentes ao envio de 336,1 mil toneladas em 11 meses, 10% mais que o mesmo período em 2020.
Em contrapartida, o mês de novembro concentra a maior redução no volume exportado até agora, são pouco mais de 19,2 mil toneladas.
Em 2020, a comercialização para o mercado internacional no mesmo mês foi quase o dobro, 40,3 mil toneladas.
As exportações do setor tiveram uma redução de 45%, ou mais de US$ 75,329 milhões se comparado com o ano passado: em novembro de 2020, US$ 166,3 milhões, já em novembro de 2021, US$ 90 milhões.
As exportações nacionais registraram uma queda de 7% até novembro deste ano. Foram comercializadas 1,716 milhão de toneladas, o equivalente a US$ 8,5 bilhões.
O volume em novembro, 105,2 mil toneladas, expressa uma redução acentuada com a saída da China do mercado: são cerca de 90 mil toneladas a menos se comparado com o mesmo período do ano passado.
Em 2020, o Brasil atingiu um volume recorde com a exportação de 1,804 milhão de toneladas ou US$ 7,7 bilhões, ou seja, o incremento no valor comercializado até o mês passado foi de 10%.
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