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Alta do boi gordo estimula negócios no mercado de reposição

Preço do bezerro de ano em SP registrou alta de 5,4% nesta semana, em comparação com a anterior, informa a Scot
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Nesta primeira semana de abril, as valorizações no mercado do boi gordo animaram recriadores e invernistas, que, de forma gradual, intensificaram as compras de bovinos de reposição, informa a médica veterinária Mariana Guimarães, analista da Scot.

Além disso, continua ela, com a entrada do primeiro giro de confinamento, que geralmente inicia entre abril e maio – com o objetivo de terminação para julho e agosto –, a demanda pelas categorias mais eradas de bovinos aumentou, especialmente para o boi magro

Segundo ela, nas praças pecuárias monitoradas pela Scot Consultoria, os últimos sete dias úteis registraram um incremento médio de 2,4% no preço do boi gordo.

Por sua vez, no mercado de reposição, a semana foi de alta para todas as cotações de machos anelorados negociados na praça de São Paulo, em relação à semana anterior, informa Mariana.

O bezerro de ano foi a que teve o maior incremento semanal, de 5,4%, seguida pelo garrote (3,5%), bezerro de desmama (2,1%) e, por fim, pelo boi magro (1,3%). Em média, as cotações dos animais machos de reposição tiveram alta de R$ 75,89 por cabeça na comparação com ao preço médio da semana anterior.

Para as fêmeas aneloradas, diz a analista da Scot, na mesma comparação, os preços também subiram. A vaca boiadeira foi a que teve a alta mais intensa (3,5%), seguida pela novilha (1,9%), pela bezerra de ano (1,8%) e pela bezerra de desmama (0,2%).

“No curto prazo, ao observar o mercado futuro, espera-se um mercado firme, com possibilidade de incrementos no preço do boi gordo”, acredita Mariana.

Segundo ela, com a melhoria no preço da arroba terminada, os recriadores e invernistas poderão se sentir mais animados a investirem na renovação do plantel.

No entanto, alerta a analista, vale ressaltar atenção quanto a diminuição das chuvas, que poderá impactar a condição de suporte das pastagens e, consequentemente, aumentar a disponibilidade de bovinos não terminados no mercado, impactando as cotações.

N avaliação de Mariana, atualmente, os gastos com a alimentação do rebanho têm impactado os custos operacionais da atividade pecuária, deixando os recriadores e invernistas receosos quanto ao cenário no curto prazo.

Além disso, com a entrada do primeiro giro de confinamento, que geralmente inicia entre abril e maio, com o objetivo de terminação para julho e agosto, a demanda pelas categorias mais eradas de bovinos aumentou, especialmente para o boi magro.

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