Nesta quarta-feira (29/4), os preços do boi gordo sofreram desvalorização em três praças monitoradas pela Agrifatto – Goiás, Minas Gerais e Rondônia.
A Scot Consultoria também identificou novas baixas na cotação da arroba, com destaque para São Paulo, onde o animal sem padrão-exportação perdeu mais R$ 1/@, fechando a quarta-feira a R$ 360/@, enquanto o “boi-China” teve recuo de R$ 2/@, para R$ 363/@ (valores brutos, no prazo).
“O aumento da oferta de boiadas e o alongamento das escalas de abate elevaram o poder de negociação dos compradores”, observa a Scot, lembrando que esta quarta-feira marcou a terceira queda consecutiva nos preços da arroba.
Segundo a Agrifatto, o cenário atual reflete uma postura mais cautelosa dos frigoríficos diante de um consumo interno de razoável a fraco e da concorrência de outras proteínas, mais baratas, como frango, suínos e produtos industrializados.
Outro ponto que pesa sobre as negociações é o enfraquecimento nutricional das pastagens a partir deste segundo trimestre, acrescenta a Agrifatto.
“O estresse hídrico de abril já comprometeu a qualidade das forragens em regiões importantes, sobretudo em Goiás e Minas Gerais, reduzindo a capacidade de retenção dos pecuaristas e antecipando a saída de animais terminados”, relata a consultoria.
Na avaliação dos analistas da Agrifatto, esse aumento da oferta de boiadas gordas amplia a pressão sobre os preços e tende a deixar o mercado mais sensível a novos ajustes.
No entanto, ressalta a consultoria, as regiões de Mato Grosso, Tocantins e Pará, de grande relevância no mercado pecuário, ainda apresentam pastagens vigorosas, o que, ao menos por ora, ajuda a sustentar maior retenção dos animais no campo, enfraquecendo o movimento de queda.
Preços futuros: oscilações para baixo
O mercado futuro do boi gordo na B3 operou em baixa no pregão de terça-feira (28/4) da B3. O principal destaque ficou para o contrato com vencimento em junho/26, que encerrou a sessão cotado a R$ 336,40/@, com recuo de 0,68% em relação ao dia anterior.




