Sem perspectiva de uma data de retorno da China ao mercado brasileiro e com a demanda patinando no mercado, o preço médio do boi gordo recuou 9,4% em outubro, no Mato Grosso, para R$ 260,01/@ (à vista), em relação ao valor de setembro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (4) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).
“Com dois meses sem notícias de retorno das compras chinesas, somado com o baixo escoamento por carne bovina no mercado doméstico, um maior volume de estoques da proteína foi formado nos frigoríficos”, relatam os analistas do Imea.
Tal acúmulo de estoques nas câmaras frias resultou no alongamento das escalas de abate das indústrias frigoríficas mato-grossenses, que, no mês de outubro/21 registraram a média de 7,52 dias.
Segundo o Imea, a queda mensal na cotação do boi gordo também foi influenciada pela maior oferta de animais, principalmente oriundos de confinamentos.
Reposição lenta – Com a forte desvalorização do boi gordo, o mercado de reposição também esfriou em outubro, no Mato Grosso, relatam os analistas do Imea.
As categorias mais novas, como o bezerro e a bezerra de desmama, registraram queda de 2,36% e 5,48%, respectivamente, em outubro frente ao mês anterior
O animais mais erados, como a vaca solteira e o boi magro, apresentaram desvalorização de 2,80% e 7,49%, respectivamente, nessa mesma base de comparação.
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Em relação ao ágio boi/bezerro, em outubro último, o indicador ficou em 39,43% no Mato Grosso, o que significou um aumento de 17,75 pontos percentuais no comparativo com o mês anterior, informa a Imea.
Tal resultado reflete justamente a perda mais intensa no preço do animal gordo enviado para abate.




