DDG: a fonte de proteína consolidada no Brasil

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Barbara de Sousa Mota Neta

Zootecnista parte do corpo técnico da 3rlab.

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Marcelo Hentz Ramos

Médico veterinário parte do corpo técnico da 3rlab.

Por conta da boa oferta proteica e da sua alta disponibilidade no mercado, o DDG está sendo utilizado por cada vez mais indústrias de nutrição animal e confinamentos em todo o Brasil

A utilização de subprodutos/coprodutos ou resíduos (alimentos resultantes do processamento inicial de uma comodity, de forma geral) é muito comum na pecuária brasileira. Dos coprodutos do milho, o DDG (do inglês “dry distilled grain” ou “grão destilado seco”) é considerado fonte de nutrientes contendo proteínas/aminoácidos, fibra, energia, minerais e vitaminas, sendo talvez um dos mais utilizados na pecuária de corte.

O crescimento das indústrias produtoras de etanol de milho no Centro-Oeste brasileiro, aliado à facilidade da logística e, principalmente, à sua composição nutricional, tornou o DDG o “rei” da fonte de proteína nos suplementos brasileiros, considerado um substituto ao farelo de soja. Conforme atesta o diretor da Nutribeef Consultoria, Rafael Cervieri, o DDG entrou nas dietas e suplementos com muita força, cuja utilização é observada nas fazendas que contam com o trabalho da empresa e que concentram mais de 500 mil cabeças. Ele também acrescenta que em muitas fazendas de recria e engorda os animais consomem DDG em algum momento da sua vida.

Entretanto, é preciso entender que existe variações na composição deste produto, pois nem todo DDG é um bom DDG. Na figura 1, podemos observar a distribuição da proteína bruta (% da MS) do DDG brasileiro, onde é possível notar uma grande dispersão, com DDG variando de 28% a 53% de PB, com média de 40% de PB. O DDG vem sendo utilizado fortemente pela indústria de nutrição animal e confinamentos em todo o Brasil por ser um produto com elevado teor de proteína e alta disponibilidade no mercado. No entanto, precisamos ter clareza da sua composição para formular as dietas, pois como podemos observar, temos diferentes tipos de DDG disponível no mercado com grande variação no teor de proteína bruta.

 

A figura 2 também ilustra a ocorrência dessa variação de composição, uma vez que a análise de proteína bruta do DDG se divide em dois grupos: o “DDG A”, com média de 50% de PB, e o grupo “DDG B”, com média de 35% de PB — diferença que, no dia a dia do manejo nutricional, impacta de forma drástica o ganho de peso diário e a eficiência alimentar dos animais que consomem o DDG com menores teores de PB. Como conclusão, essa análise sinaliza a existência de grande potencial na melhora dos índices.

 

Dessa forma, o potencial nutricional do DDG na nutrição animal está diretamente relacionado ao processamento deste coproduto na industrial de etanol de milho. A constância e atenção nestes processos podem gerar produtos com alto padrão de qualidade.

Figura 1 – Estatística da proteína bruta do DDG brasileiro

Fonte: 3rLab

Figura 2 – Perfil da proteína bruta (% da MS) do DDG no Brasil

Fonte: 3rLab

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