A próxima semana poderá ter elevados volumes de chuva no Rio Grande do Sul. É o que prevê o Boletim Integrado Agrometeorológico 02/2024, da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Irga.
Na sexta-feira (12/1), o tempo firme, com sol e temperaturas elevadas, predominará na maior parte do Estado; na Região Norte e Nordeste, haverá céu nublado e pancadas de chuva.
No sábado (13/1), o tempo permanecerá seco em todo o Estado, e o ingresso de ar quente favorecerá a elevação das temperaturas, que poderão ultrapassar 35 °C em algumas regiões, especialmente nas Missões e Alto Uruguai.
No domingo (14/1), a presença do ar quente manterá o forte calor, e ocorrerão pancadas de chuva no decorrer do dia na maioria das regiões, com possibilidade de temporais principalmente na Metade Sul.
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Na segunda-feira (15/1), o tempo seco, com temperaturas elevadas e alto teor de umidade, predominará em todo o Estado. Na terça (16/1) e quarta-feira (17/1), o deslocamento de uma frente fria provocará chuva em todas as regiões, com risco de tempestades isoladas.
Os totais previstos deverão oscilar entre 35 e 50 mm na maior parte do Centro-Leste do Estado. Na Campanha, Missões e Alto Uruguai, os volumes serão mais elevados e deverão oscilar entre 50 e 80 mm. Na Fronteira Oeste, os valores estimados deverão superar 100 mm, podendo alcançar 150 mm em algumas localidades.
Pecuária – As pastagens cultivadas de verão e o campo nativo se desenvolvem bem devido às condições favoráveis do tempo, marcadas pelo aumento da temperatura e da umidade no solo. Muitos produtores também estão utilizando as pastagens perenes, especialmente as variedades de tifton e jiggs, que apresentam boa oferta.
Contudo, é importante ressaltar que, em algumas áreas, as elevadas temperaturas, somadas aos ventos intensos, têm causado danos e aumentado o estresse hídrico das plantas. Na região de Bagé algumas localidades enfrentam período de escassez de chuvas há mais de duas semanas, resultando em leve redução na taxa de crescimento das plantas.
Apesar do bom desenvolvimento das pastagens de verão, os bovinos de corte estão consumindo menos devido às elevadas temperaturas, resultando, até mesmo, no acúmulo de pastagens em algumas áreas e, consequentemente, provocando perda de qualidade das forragens nesses locais.
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O calor excessivo, durante o dia, também tem dificultado as ações de reprodução. O estresse térmico está afetando especialmente os bovinos de raça europeia, prejudicando o desempenho reprodutivo desses rebanhos.
A condição sanitária dos bovinos permaneceu adequada, mas seguem os relatos de infestações de ectoparasitas, como carrapato, mosca-dos-chifres e berne. O aumento das temperaturas ocasionou impactos adversos no bem-estar, no consumo e na produtividade dos bovinos de leite.
Apesar do rápido crescimento das pastagens de verão, as elevadas temperaturas dificultaram e diminuíram a eficiência do pastejo. A saúde animal manteve-se estável, requerendo, contudo, intervenções para o controle de ectoparasitas.
Fonte: Ascom Seapi / Governo do RS




