Apresentado Por:

Pressão da indústria pela queda generalizada do boi ainda não deu certo

Preços da arroba ficam estáveis na maioria das praças brasileiras e mostram que batalha pelo melhor preço em maio ainda não teve vencedor – pelo menos por enquanto.
Compartilhe:

Continue depois da publicidade

Continue depois da publicidade

Nesta quinta-feira (8/5), os frigoríficos brasileiros seguiram pressionando os preços do boi gordo, antecipando a retração do consumo esperada a partir da segunda quinzena de maio/25, período marcado pelo menor poder de renda dos consumidores, em razão do esgotamento dos salários recebido no início do mês, e pela esperada “desova” da safra de “boiadas de capim”, devido à entrada do período mais seco.

Confira as cotações dos animais terminados, apurados no dia 8/5 pela Agrifatto: clique AQUI.

Porém, apesar da tentativa das indústrias em reduzir os valores da arroba, as cotações dos animais terminados repetiram a tendência dos últimos dias e fecharam a quinta-feira (8/5) com estabilidade na maioria das praças brasileiras.

A Agrifatto identificou redução em apenas 3 das 17 praças monitoradas diariamente: AC, RJ e RO. Nas demais regiões, tudo ficou igual aos preços da quarta-feira (7/5).

No mercado paulista, pelos dados da Agrifatto, o boi “comum” continuou valendo R$ 315/@ nesta quinta-feira, enquanto “boi-China” segue cotado em R$ 325/@.

A Scot Consultoria também apurou estabilidade nas praças de São Paulo. “Embora as ofertas de bovinos sejam satisfatórias, uma parcela dos compradores paga os preços atuais para recompor os estoques e atender à demanda para o final de semana do Dia das Mães”, relata a Scot, referindo-se ao mercado paulista.

Por outro lado, continua a consultoria, as indústrias que estão mais “estocadas” tentam, sem sucesso (pelo menos por enquanto) pressionar os preços da arroba para baixo.

Pelos dados da Scot de SP, o boi gordo “comum” segue negociado em R$ 318/@, a vaca gorda é vendida por R$ 285/@, a novilha vale R$ 303/@ e o “boi-China” está apregoado em R$ 323/@ (todos valores brutos, no prazo).

As escalas de abate entre as indústrias paulistas atendem, em média, a dez dias, calcula a Scot.

Segundo a equipe de analistas da Agrifatto, “o fim da safra (com aumento do abate de fêmeas), a pressão sobre a arroba e a retração esperada do consumo devem exigir planejamento dos agentes da cadeia produtiva da carne”.

No mercado futuro do boi gordo, o ambiente é de incerteza, com a B3 operando com variações mistas, informa a consultoria.

O contrato com vencimento em outubro/2025 fechou a sessão da quarta-feira (7/5) em R$ 339,60/@, com alta diária de 0,50%. Por sua vez, o contrato de curto prazo (maio/2025) encerrou o pregão de ontem a R$ 308,50/@, com baixa de 0,21% sobre o dia anterior.

Exportações em ritmo forte

As exportações brasileiras de carne bovina in natura registraram o melhor desempenho para um mês de abril, e seguem superando patamares desde fevereiro/25, destaca a Agrifatto.

Considerando os dados totais – todos os tipos de carne bovina in natura e industrializada –, o Brasil embarcou 286,16 mil toneladas em abril/25, o melhor resultado da história para um quarto mês do ano, e avanço de 15,8% sobre o volume computado em abril do ano passado (247,16 mil toneladas).

Foi o terceiro mês consecutivo de recordes históricos para um mês específico, destaca a Agrifatto, acrescentando que também foi o maior volume embarcado desde outubro de 2024, “um comportamento atípico para um primeiro quadrimestre”.

Gostou? Compartilhe:

Mais Lidas

1.

Encontre aqui a consultoria ideal para sua fazenda

Vídeos em destaque

Mais Lidas

Colunistas