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Prêmios de exportação de até R$ 15 por arroba reforçam investimentos na cria pelo País

De olho na demanda da China e Europa, terminador de gado prioriza animais de qualidade para a engorda
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O pecuarista que tem boiada pronta para vender, mas não tem animais de qualidade segue na dependência do mercado interno – e certamente encontra hoje alguma dificuldade para fechar bons negócios, pois muitos frigoríficos temem acumular prejuízos devido ao baixo consumo doméstico de carne bovina. Por sua vez, aqueles produtores que conseguem terminar lotes de animais jovens, padrão-exportação (geralmente abatidos antes dos 30 meses de idade) têm recebidos prêmios de R$ 15/@ (boi China) e R$ 13/@ (boi Europa), em relação à base de preços balcão de animais destinados à venda de carne no mercado doméstico, segundo apurou a IHS Markit.

Na avaliação da consultoria, a maioria das indústrias frigoríficas não dá sinais de que irão ceder à pressão altista da arroba. A cada dia, cresce a quantidade de abatedouros que não estão mais presentes nas negociações de gado terminado, diz a IHS.

“Essas atitudes visam proteger as margens dos abatedouros, que já foram bastante prejudicadas este ano pela escassez de matéria-prima e pela demanda inconsistente por cortes bovinos na ponta final da cadeia”, avalia a consultoria.

Recentemente, foi observada certa liquidez apenas em negociações por inexpressivos carregamentos provenientes de propriedades rurais de pequeno porte. “Esses acordos não foram suficientes para oferecer o melhor andamento nas escalas de abate para as indústrias, que seguem entre 3 e 4 dias na maioria das localidades”, diz a IHS.

Para a consultoria, os pecuaristas aproveitam as boas condições de pastagens para barganhar melhor rentabilidade para a oferta de seu gado terminado. Além disso, a demanda externa continua fortemente aquecida, sendo o motor da pouca liquidez no mercado pecuário brasileiro. Entre as diversas regiões pecuárias, destaque para as novas altas da arroba em São Paulo, puxadas justamente pela forte demanda por carne para exportação.

Nesta quinta-feira (11/3), a arroba do gado paulista foi negociada por R$ 310, a prazo, segundo dados da IHS (confira as cotações atuais de machos e fêmeas terminados nas principais regiões pecuárias do País ao final deste texto).

Na apuração diária da Scot Consultoria, a cotação do boi gordo que atende ao mercado
interno está em R$ 303/@, preço bruto e à vista, com estabilidade na comparação diária. As cotações das vacas e novilhas gordas também estão estáveis, cotadas em R$ 280/@ e R$295/@, respectivamente.

No mercado atacadista, informa IHS, os preços da carne bovina ainda enfrentam certa volatilidade, resultado da inconsistência das vendas durante a primeira quinzena do mês. O fato de bares e restaurante continuarem operando apenas delivery tem limitado a demanda pelos principais cortes bovinos, justifica a consultoria.

Preços Cepea

Os preços do boi gordo seguem em firme movimento de alta no mercado interno nestas primeiras semanas de março, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), de Piracicaba (SP). Para os analistas do Cepea, o mercado ainda está influenciado pela oferta enxuta de animais prontos para o abate e também pelo recente reaquecimento nas exportações brasileiras da carne bovina. Na quarta-feira (10/3), preço do boi gordo Cepea (mercado paulista, valor à vista) fechou a R$ 308,80/@.

Já os valores da carcaça casada do boi negociada estão enfraquecidos no mercado atacadista da Grande São Paulo. Neste caso, agentes atacadistas consultados pelo Cepea alegam dificuldades no repasse das contínuas valorizações da arroba do boi à proteína. Além da menor demanda doméstica, o baixo ritmo de vendas no atacado acaba sendo reforçado justamente pelo elevado patamar de preço da carne bovina.

Cotações desta quarta-feira (11/3), segundo dados da IHS Markit:

SP-Noroeste:

boi a R$ 310/@ (prazo)
vaca a R$ 293/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 284/@ (à vista)
vaca a R$ 271/@ (à vista)

MS-C. Grande:

boi a R$ 288/@ (prazo)
vaca a R$ 273/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 286/@ (prazo)
vaca a R$ 275/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 295/@ (prazo)
vaca a R$ 281/@ (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ 296/@ (prazo)
vaca a R$ 281/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 293/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 294/@ (à vista)
vaca a R$ 277/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 288/@ (à vista)
vaca a R$ 276/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 291/@ (prazo)
vaca R$ 286/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 290/@ (prazo)
vaca a R$ 283/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 286/@ (à vista)
vaca a R$ 271/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 298/@ (prazo)
vaca a R$ 270/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 293/@ (prazo)
vaca a R$ 281/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 282/@ (à vista)
vaca a R$ 272/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 294/@ (à vista)
vaca a R$ 285/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 294/@ (à vista)
vaca a R$ 285/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 278/@ (prazo)
vaca a R$ 273/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 278@ (prazo)
vaca a R$ 273/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 278/@ (prazo)
vaca a R$ 273/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 281/@ (prazo)
vaca a R$ 271/@ (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 283/@ (à vista)
vaca a R$ 273/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ 276/@ (à vista)
vaca a R$ 267/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$ 280/@ (prazo)
vaca a R$ 270/@ (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ 274/@ (à vista)
vaca a R$ 256/@ (à vista)

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