Fazendas-piloto de projeto conduzido por especialistas em bem-estar animal já comprovam as vantagens de trocar esse sistema de identificação por tatuagens e brincos
Equipe da Fazenda das Palmeiras, em Ituiutaba, MG, onde 16% do gado tinha marcas apagadas. Agora, brincos serão maioria. (Foto: Arquivo Faz. das Palmeiras)
Por Moacir José
Quando reuniu a equipe da Fazenda das Palmeiras, em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro, para informar que havia aderido a um programa de bem-estar animal para redução de marca a fogo nos animais, o proprietário Antônio Campbell Penna foi aplaudido pelos sete funcionários, que tocam um rebanho de 1.500 cabeças, em sistema de recria/engorda. Se também pudessem se manifestar, as reses certamente balançariam as cabeças em sinal de aprovação. Afinal de contas, até novembro do ano passado, qualquer bovino que entrasse na fazenda recebia até 10 marcas ‒ duas com os símbolos da propriedade, duas a quatro para mês/ano de entrada e quatro algarismos “de segurança”, caso os demais borrassem ou se apagassem.
De lá para cá, nenhum animal novo entrou na fazenda, mas os próximos que entrarem (a partir de agosto-setembro) receberão só uma marca a fogo ‒ a de um dos símbolos da fazenda. As marcações que antes feitas serão substituídas por brincos coloridos. para identificação de mês e ano de entrada dos animais na fazenda. Como a propriedade fornece animais cuja carne seguirá para os mercados chinês e europeu, será mantida a identificação do Sisbov (Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Bovinos e Bubalinos, do Mapa), composta por brinco e botão (bottom).
“Já comprei os brincos coloridos; vou arriscar”, diz Campbell.
A Fazenda das Palmeiras é uma das quatro integrantes do projeto “Redução de marca a fogo”, lançado em novembro do ano passado, numa iniciativa da empresa BE.Animal, voltada às práticas de bem-estar; junto com Grupo Etco, da Unesp de Jaboticabal; e a Fazenda Orvalho das Flores, de Araguaiana, MT, pertencente à criadora Carmen Perez, que aboliu a marca a fogo em todo o rebanho, exceto nas bezerras, por exigência do Ministério da Agricultura para identificação de animais vacinados contra a brucelose (veja reportagem de capa da DBO de dezembro/2017). Essas fazendas servirão de modelo na condução dessa ação. Apoiam a iniciativa as empresas JBS (grupo frigorífico), MSD (indústria veterinária) e Allflex (fabricante de brincos e botões).
Segundo o professor Mateus Paranhos da Costa, do Grupo Etco, da Unesp de Jaboticabal ‒ precursor e referência das práticas de bem-estar animal no Brasil ‒, a procura por informações de como seguir o caminho da Orvalho das Flores é muito grande. “Não sei dizer quanto; teria que contar todas as mensagens que recebi em grupos de whatsApp”, conta ele, sem esconder a satisfação com esse movimento.
Segundo Paranhos, “tudo começou” com uma postagem da criadora Carmen Perez no Instagram, em
meados do ano passado.
“Inicialmente, teve uma repercussão negativa; muita gente falando que abolir a marca não funcionaria, etc e tal. Depois, começaram a chegar mensagens de apoio, em grande número. Aí, decidimos implementar o projeto”, conta o professor. “Estamos surpresos e felizes. É uma mudança de atitude mais rápida do que a gente esperava”, comemora.
Receio vencido pelos números
Quando fala que “vai arriscar”, o pecuarista Antônio Campbell se refere ao receio natural de haver perda dos dispositivos de identificação. No caso do brinco do Sisbov, além de ele ter de ser substituído, o animal não pode sair da propriedade antes de 90 dias da entrada do novo número no sistema, o que, no caso de um boi prestes a ir para o frigorífico, significará prejuízo ao pecuarista. Mas, para o animal ficar inidentificável, tem de perder também o bottom.
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Equipe da Fazenda das Palmeiras, em Ituiutaba, MG, onde 16% do gado tinha marcas apagadas. Agora, brincos serão maioria. (Foto: Arquivo Faz. das Palmeiras)
Por Moacir José
Quando reuniu a equipe da Fazenda das Palmeiras, em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro, para informar que havia aderido a um programa de bem-estar animal para redução de marca a fogo nos animais, o proprietário Antônio Campbell Penna foi aplaudido pelos sete funcionários, que tocam um rebanho de 1.500 cabeças, em sistema de recria/engorda. Se também pudessem se manifestar, as reses certamente balançariam as cabeças em sinal de aprovação. Afinal de contas, até novembro do ano passado, qualquer bovino que entrasse na fazenda recebia até 10 marcas ‒ duas com os símbolos da propriedade, duas a quatro para mês/ano de entrada e quatro algarismos “de segurança”, caso os demais borrassem ou se apagassem.
De lá para cá, nenhum animal novo entrou na fazenda, mas os próximos que entrarem (a partir de agosto-setembro) receberão só uma marca a fogo ‒ a de um dos símbolos da fazenda. As marcações que antes feitas serão substituídas por brincos coloridos. para identificação de mês e ano de entrada dos animais na fazenda. Como a propriedade fornece animais cuja carne seguirá para os mercados chinês e europeu, será mantida a identificação do Sisbov (Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Bovinos e Bubalinos, do Mapa), composta por brinco e botão (bottom).
“Já comprei os brincos coloridos; vou arriscar”, diz Campbell.
A Fazenda das Palmeiras é uma das quatro integrantes do projeto “Redução de marca a fogo”, lançado em novembro do ano passado, numa iniciativa da empresa BE.Animal, voltada às práticas de bem-estar; junto com Grupo Etco, da Unesp de Jaboticabal; e a Fazenda Orvalho das Flores, de Araguaiana, MT, pertencente à criadora Carmen Perez, que aboliu a marca a fogo em todo o rebanho, exceto nas bezerras, por exigência do Ministério da Agricultura para identificação de animais vacinados contra a brucelose (veja reportagem de capa da DBO de dezembro/2017). Essas fazendas servirão de modelo na condução dessa ação. Apoiam a iniciativa as empresas JBS (grupo frigorífico), MSD (indústria veterinária) e Allflex (fabricante de brincos e botões).
Segundo o professor Mateus Paranhos da Costa, do Grupo Etco, da Unesp de Jaboticabal ‒ precursor e referência das práticas de bem-estar animal no Brasil ‒, a procura por informações de como seguir o caminho da Orvalho das Flores é muito grande. “Não sei dizer quanto; teria que contar todas as mensagens que recebi em grupos de whatsApp”, conta ele, sem esconder a satisfação com esse movimento.
Segundo Paranhos, “tudo começou” com uma postagem da criadora Carmen Perez no Instagram, em
meados do ano passado.
“Inicialmente, teve uma repercussão negativa; muita gente falando que abolir a marca não funcionaria, etc e tal. Depois, começaram a chegar mensagens de apoio, em grande número. Aí, decidimos implementar o projeto”, conta o professor. “Estamos surpresos e felizes. É uma mudança de atitude mais rápida do que a gente esperava”, comemora.
Receio vencido pelos números
Quando fala que “vai arriscar”, o pecuarista Antônio Campbell se refere ao receio natural de haver perda dos dispositivos de identificação. No caso do brinco do Sisbov, além de ele ter de ser substituído, o animal não pode sair da propriedade antes de 90 dias da entrada do novo número no sistema, o que, no caso de um boi prestes a ir para o frigorífico, significará prejuízo ao pecuarista. Mas, para o animal ficar inidentificável, tem de perder também o bottom.
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Quando reuniu a equipe da Fazenda das Palmeiras, em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro, para informar que havia aderido a um programa de bem-estar animal para redução de marca a fogo nos animais, o proprietário Antônio Campbell Penna foi aplaudido pelos sete funcionários, que tocam um rebanho de 1.500 cabeças, em sistema de recria/engorda. Se também pudessem se manifestar, as reses certamente balançariam as cabeças em sinal de aprovação. Afinal de contas, até novembro do ano passado, qualquer bovino que entrasse na fazenda recebia até 10 marcas ‒ duas com os símbolos da propriedade, duas a quatro para mês/ano de entrada e quatro algarismos “de segurança”, caso os demais borrassem ou se apagassem.
De lá para cá, nenhum animal novo entrou na fazenda, mas os próximos que entrarem (a partir de agosto-setembro) receberão só uma marca a fogo ‒ a de um dos símbolos da fazenda. As marcações que antes feitas serão substituídas por brincos coloridos. para identificação de mês e ano de entrada dos animais na fazenda. Como a propriedade fornece animais cuja carne seguirá para os mercados chinês e europeu, será mantida a identificação do Sisbov (Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Bovinos e Bubalinos, do Mapa), composta por brinco e botão (bottom).
“Já comprei os brincos coloridos; vou arriscar”, diz Campbell.
A Fazenda das Palmeiras é uma das quatro integrantes do projeto “Redução de marca a fogo”, lançado em novembro do ano passado, numa iniciativa da empresa BE.Animal, voltada às práticas de bem-estar; junto com Grupo Etco, da Unesp de Jaboticabal; e a Fazenda Orvalho das Flores, de Araguaiana, MT, pertencente à criadora Carmen Perez, que aboliu a marca a fogo em todo o rebanho, exceto nas bezerras, por exigência do Ministério da Agricultura para identificação de animais vacinados contra a brucelose (veja reportagem de capa da DBO de dezembro/2017). Essas fazendas servirão de modelo na condução dessa ação. Apoiam a iniciativa as empresas JBS (grupo frigorífico), MSD (indústria veterinária) e Allflex (fabricante de brincos e botões).
Segundo o professor Mateus Paranhos da Costa, do Grupo Etco, da Unesp de Jaboticabal ‒ precursor e referência das práticas de bem-estar animal no Brasil ‒, a procura por informações de como seguir o caminho da Orvalho das Flores é muito grande. “Não sei dizer quanto; teria que contar todas as mensagens que recebi em grupos de whatsApp”, conta ele, sem esconder a satisfação com esse movimento.
Segundo Paranhos, “tudo começou” com uma postagem da criadora Carmen Perez no Instagram, em
meados do ano passado.
“Inicialmente, teve uma repercussão negativa; muita gente falando que abolir a marca não funcionaria, etc e tal. Depois, começaram a chegar mensagens de apoio, em grande número. Aí, decidimos implementar o projeto”, conta o professor. “Estamos surpresos e felizes. É uma mudança de atitude mais rápida do que a gente esperava”, comemora.
Receio vencido pelos números
Quando fala que “vai arriscar”, o pecuarista Antônio Campbell se refere ao receio natural de haver perda dos dispositivos de identificação. No caso do brinco do Sisbov, além de ele ter de ser substituído, o animal não pode sair da propriedade antes de 90 dias da entrada do novo número no sistema, o que, no caso de um boi prestes a ir para o frigorífico, significará prejuízo ao pecuarista. Mas, para o animal ficar inidentificável, tem de perder também o bottom.
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De lá para cá, nenhum animal novo entrou na fazenda, mas os próximos que entrarem (a partir de agosto-setembro) receberão só uma marca a fogo ‒ a de um dos símbolos da fazenda. As marcações que antes feitas serão substituídas por brincos coloridos. para identificação de mês e ano de entrada dos animais na fazenda. Como a propriedade fornece animais cuja carne seguirá para os mercados chinês e europeu, será mantida a identificação do Sisbov (Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Bovinos e Bubalinos, do Mapa), composta por brinco e botão (bottom).
“Já comprei os brincos coloridos; vou arriscar”, diz Campbell.
A Fazenda das Palmeiras é uma das quatro integrantes do projeto “Redução de marca a fogo”, lançado em novembro do ano passado, numa iniciativa da empresa BE.Animal, voltada às práticas de bem-estar; junto com Grupo Etco, da Unesp de Jaboticabal; e a Fazenda Orvalho das Flores, de Araguaiana, MT, pertencente à criadora Carmen Perez, que aboliu a marca a fogo em todo o rebanho, exceto nas bezerras, por exigência do Ministério da Agricultura para identificação de animais vacinados contra a brucelose (veja reportagem de capa da DBO de dezembro/2017). Essas fazendas servirão de modelo na condução dessa ação. Apoiam a iniciativa as empresas JBS (grupo frigorífico), MSD (indústria veterinária) e Allflex (fabricante de brincos e botões).
Segundo o professor Mateus Paranhos da Costa, do Grupo Etco, da Unesp de Jaboticabal ‒ precursor e referência das práticas de bem-estar animal no Brasil ‒, a procura por informações de como seguir o caminho da Orvalho das Flores é muito grande. “Não sei dizer quanto; teria que contar todas as mensagens que recebi em grupos de whatsApp”, conta ele, sem esconder a satisfação com esse movimento.
Segundo Paranhos, “tudo começou” com uma postagem da criadora Carmen Perez no Instagram, em
meados do ano passado.
“Inicialmente, teve uma repercussão negativa; muita gente falando que abolir a marca não funcionaria, etc e tal. Depois, começaram a chegar mensagens de apoio, em grande número. Aí, decidimos implementar o projeto”, conta o professor. “Estamos surpresos e felizes. É uma mudança de atitude mais rápida do que a gente esperava”, comemora.
Receio vencido pelos números
Quando fala que “vai arriscar”, o pecuarista Antônio Campbell se refere ao receio natural de haver perda dos dispositivos de identificação. No caso do brinco do Sisbov, além de ele ter de ser substituído, o animal não pode sair da propriedade antes de 90 dias da entrada do novo número no sistema, o que, no caso de um boi prestes a ir para o frigorífico, significará prejuízo ao pecuarista. Mas, para o animal ficar inidentificável, tem de perder também o bottom.
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meados do ano passado.
“Inicialmente, teve uma repercussão negativa; muita gente falando que abolir a marca não funcionaria, etc e tal. Depois, começaram a chegar mensagens de apoio, em grande número. Aí, decidimos implementar o projeto”, conta o professor. “Estamos surpresos e felizes. É uma mudança de atitude mais rápida do que a gente esperava”, comemora.
Receio vencido pelos números
Quando fala que “vai arriscar”, o pecuarista Antônio Campbell se refere ao receio natural de haver perda dos dispositivos de identificação. No caso do brinco do Sisbov, além de ele ter de ser substituído, o animal não pode sair da propriedade antes de 90 dias da entrada do novo número no sistema, o que, no caso de um boi prestes a ir para o frigorífico, significará prejuízo ao pecuarista. Mas, para o animal ficar inidentificável, tem de perder também o bottom.
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Quando reuniu a equipe da Fazenda das Palmeiras, em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro, para informar que havia aderido a um programa de bem-estar animal para redução de marca a fogo nos animais, o proprietário Antônio Campbell Penna foi aplaudido pelos sete funcionários, que tocam um rebanho de 1.500 cabeças, em sistema de recria/engorda. Se também pudessem se manifestar, as reses certamente balançariam as cabeças em sinal de aprovação. Afinal de contas, até novembro do ano passado, qualquer bovino que entrasse na fazenda recebia até 10 marcas ‒ duas com os símbolos da propriedade, duas a quatro para mês/ano de entrada e quatro algarismos “de segurança”, caso os demais borrassem ou se apagassem.
De lá para cá, nenhum animal novo entrou na fazenda, mas os próximos que entrarem (a partir de agosto-setembro) receberão só uma marca a fogo ‒ a de um dos símbolos da fazenda. As marcações que antes feitas serão substituídas por brincos coloridos. para identificação de mês e ano de entrada dos animais na fazenda. Como a propriedade fornece animais cuja carne seguirá para os mercados chinês e europeu, será mantida a identificação do Sisbov (Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Bovinos e Bubalinos, do Mapa), composta por brinco e botão (bottom).
“Já comprei os brincos coloridos; vou arriscar”, diz Campbell.
A Fazenda das Palmeiras é uma das quatro integrantes do projeto “Redução de marca a fogo”, lançado em novembro do ano passado, numa iniciativa da empresa BE.Animal, voltada às práticas de bem-estar; junto com Grupo Etco, da Unesp de Jaboticabal; e a Fazenda Orvalho das Flores, de Araguaiana, MT, pertencente à criadora Carmen Perez, que aboliu a marca a fogo em todo o rebanho, exceto nas bezerras, por exigência do Ministério da Agricultura para identificação de animais vacinados contra a brucelose (veja reportagem de capa da DBO de dezembro/2017). Essas fazendas servirão de modelo na condução dessa ação. Apoiam a iniciativa as empresas JBS (grupo frigorífico), MSD (indústria veterinária) e Allflex (fabricante de brincos e botões).
Segundo o professor Mateus Paranhos da Costa, do Grupo Etco, da Unesp de Jaboticabal ‒ precursor e referência das práticas de bem-estar animal no Brasil ‒, a procura por informações de como seguir o caminho da Orvalho das Flores é muito grande. “Não sei dizer quanto; teria que contar todas as mensagens que recebi em grupos de whatsApp”, conta ele, sem esconder a satisfação com esse movimento.
Segundo Paranhos, “tudo começou” com uma postagem da criadora Carmen Perez no Instagram, em
meados do ano passado.
“Inicialmente, teve uma repercussão negativa; muita gente falando que abolir a marca não funcionaria, etc e tal. Depois, começaram a chegar mensagens de apoio, em grande número. Aí, decidimos implementar o projeto”, conta o professor. “Estamos surpresos e felizes. É uma mudança de atitude mais rápida do que a gente esperava”, comemora.
Receio vencido pelos números
Quando fala que “vai arriscar”, o pecuarista Antônio Campbell se refere ao receio natural de haver perda dos dispositivos de identificação. No caso do brinco do Sisbov, além de ele ter de ser substituído, o animal não pode sair da propriedade antes de 90 dias da entrada do novo número no sistema, o que, no caso de um boi prestes a ir para o frigorífico, significará prejuízo ao pecuarista. Mas, para o animal ficar inidentificável, tem de perder também o bottom.
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Segundo Paranhos, “tudo começou” com uma postagem da criadora Carmen Perez no Instagram, em
meados do ano passado.
“Inicialmente, teve uma repercussão negativa; muita gente falando que abolir a marca não funcionaria, etc e tal. Depois, começaram a chegar mensagens de apoio, em grande número. Aí, decidimos implementar o projeto”, conta o professor. “Estamos surpresos e felizes. É uma mudança de atitude mais rápida do que a gente esperava”, comemora.
Receio vencido pelos números
Quando fala que “vai arriscar”, o pecuarista Antônio Campbell se refere ao receio natural de haver perda dos dispositivos de identificação. No caso do brinco do Sisbov, além de ele ter de ser substituído, o animal não pode sair da propriedade antes de 90 dias da entrada do novo número no sistema, o que, no caso de um boi prestes a ir para o frigorífico, significará prejuízo ao pecuarista. Mas, para o animal ficar inidentificável, tem de perder também o bottom.
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Equipe da Fazenda das Palmeiras, em Ituiutaba, MG, onde 16% do gado tinha marcas apagadas. Agora, brincos serão maioria. (Foto: Arquivo Faz. das Palmeiras)
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Quando reuniu a equipe da Fazenda das Palmeiras, em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro, para informar que havia aderido a um programa de bem-estar animal para redução de marca a fogo nos animais, o proprietário Antônio Campbell Penna foi aplaudido pelos sete funcionários, que tocam um rebanho de 1.500 cabeças, em sistema de recria/engorda. Se também pudessem se manifestar, as reses certamente balançariam as cabeças em sinal de aprovação. Afinal de contas, até novembro do ano passado, qualquer bovino que entrasse na fazenda recebia até 10 marcas ‒ duas com os símbolos da propriedade, duas a quatro para mês/ano de entrada e quatro algarismos “de segurança”, caso os demais borrassem ou se apagassem.
De lá para cá, nenhum animal novo entrou na fazenda, mas os próximos que entrarem (a partir de agosto-setembro) receberão só uma marca a fogo ‒ a de um dos símbolos da fazenda. As marcações que antes feitas serão substituídas por brincos coloridos. para identificação de mês e ano de entrada dos animais na fazenda. Como a propriedade fornece animais cuja carne seguirá para os mercados chinês e europeu, será mantida a identificação do Sisbov (Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Bovinos e Bubalinos, do Mapa), composta por brinco e botão (bottom).
“Já comprei os brincos coloridos; vou arriscar”, diz Campbell.
A Fazenda das Palmeiras é uma das quatro integrantes do projeto “Redução de marca a fogo”, lançado em novembro do ano passado, numa iniciativa da empresa BE.Animal, voltada às práticas de bem-estar; junto com Grupo Etco, da Unesp de Jaboticabal; e a Fazenda Orvalho das Flores, de Araguaiana, MT, pertencente à criadora Carmen Perez, que aboliu a marca a fogo em todo o rebanho, exceto nas bezerras, por exigência do Ministério da Agricultura para identificação de animais vacinados contra a brucelose (veja reportagem de capa da DBO de dezembro/2017). Essas fazendas servirão de modelo na condução dessa ação. Apoiam a iniciativa as empresas JBS (grupo frigorífico), MSD (indústria veterinária) e Allflex (fabricante de brincos e botões).
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Segundo Paranhos, “tudo começou” com uma postagem da criadora Carmen Perez no Instagram, em
meados do ano passado.
“Inicialmente, teve uma repercussão negativa; muita gente falando que abolir a marca não funcionaria, etc e tal. Depois, começaram a chegar mensagens de apoio, em grande número. Aí, decidimos implementar o projeto”, conta o professor. “Estamos surpresos e felizes. É uma mudança de atitude mais rápida do que a gente esperava”, comemora.
Receio vencido pelos números
Quando fala que “vai arriscar”, o pecuarista Antônio Campbell se refere ao receio natural de haver perda dos dispositivos de identificação. No caso do brinco do Sisbov, além de ele ter de ser substituído, o animal não pode sair da propriedade antes de 90 dias da entrada do novo número no sistema, o que, no caso de um boi prestes a ir para o frigorífico, significará prejuízo ao pecuarista. Mas, para o animal ficar inidentificável, tem de perder também o bottom.
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Segundo Paranhos, “tudo começou” com uma postagem da criadora Carmen Perez no Instagram, em
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“Inicialmente, teve uma repercussão negativa; muita gente falando que abolir a marca não funcionaria, etc e tal. Depois, começaram a chegar mensagens de apoio, em grande número. Aí, decidimos implementar o projeto”, conta o professor. “Estamos surpresos e felizes. É uma mudança de atitude mais rápida do que a gente esperava”, comemora.
Receio vencido pelos números
Quando fala que “vai arriscar”, o pecuarista Antônio Campbell se refere ao receio natural de haver perda dos dispositivos de identificação. No caso do brinco do Sisbov, além de ele ter de ser substituído, o animal não pode sair da propriedade antes de 90 dias da entrada do novo número no sistema, o que, no caso de um boi prestes a ir para o frigorífico, significará prejuízo ao pecuarista. Mas, para o animal ficar inidentificável, tem de perder também o bottom.
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Quando reuniu a equipe da Fazenda das Palmeiras, em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro, para informar que havia aderido a um programa de bem-estar animal para redução de marca a fogo nos animais, o proprietário Antônio Campbell Penna foi aplaudido pelos sete funcionários, que tocam um rebanho de 1.500 cabeças, em sistema de recria/engorda. Se também pudessem se manifestar, as reses certamente balançariam as cabeças em sinal de aprovação. Afinal de contas, até novembro do ano passado, qualquer bovino que entrasse na fazenda recebia até 10 marcas ‒ duas com os símbolos da propriedade, duas a quatro para mês/ano de entrada e quatro algarismos “de segurança”, caso os demais borrassem ou se apagassem.
De lá para cá, nenhum animal novo entrou na fazenda, mas os próximos que entrarem (a partir de agosto-setembro) receberão só uma marca a fogo ‒ a de um dos símbolos da fazenda. As marcações que antes feitas serão substituídas por brincos coloridos. para identificação de mês e ano de entrada dos animais na fazenda. Como a propriedade fornece animais cuja carne seguirá para os mercados chinês e europeu, será mantida a identificação do Sisbov (Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Bovinos e Bubalinos, do Mapa), composta por brinco e botão (bottom).
“Já comprei os brincos coloridos; vou arriscar”, diz Campbell.
A Fazenda das Palmeiras é uma das quatro integrantes do projeto “Redução de marca a fogo”, lançado em novembro do ano passado, numa iniciativa da empresa BE.Animal, voltada às práticas de bem-estar; junto com Grupo Etco, da Unesp de Jaboticabal; e a Fazenda Orvalho das Flores, de Araguaiana, MT, pertencente à criadora Carmen Perez, que aboliu a marca a fogo em todo o rebanho, exceto nas bezerras, por exigência do Ministério da Agricultura para identificação de animais vacinados contra a brucelose (veja reportagem de capa da DBO de dezembro/2017). Essas fazendas servirão de modelo na condução dessa ação. Apoiam a iniciativa as empresas JBS (grupo frigorífico), MSD (indústria veterinária) e Allflex (fabricante de brincos e botões).
Segundo o professor Mateus Paranhos da Costa, do Grupo Etco, da Unesp de Jaboticabal ‒ precursor e referência das práticas de bem-estar animal no Brasil ‒, a procura por informações de como seguir o caminho da Orvalho das Flores é muito grande. “Não sei dizer quanto; teria que contar todas as mensagens que recebi em grupos de whatsApp”, conta ele, sem esconder a satisfação com esse movimento.
Segundo Paranhos, “tudo começou” com uma postagem da criadora Carmen Perez no Instagram, em
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“Inicialmente, teve uma repercussão negativa; muita gente falando que abolir a marca não funcionaria, etc e tal. Depois, começaram a chegar mensagens de apoio, em grande número. Aí, decidimos implementar o projeto”, conta o professor. “Estamos surpresos e felizes. É uma mudança de atitude mais rápida do que a gente esperava”, comemora.
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Quando fala que “vai arriscar”, o pecuarista Antônio Campbell se refere ao receio natural de haver perda dos dispositivos de identificação. No caso do brinco do Sisbov, além de ele ter de ser substituído, o animal não pode sair da propriedade antes de 90 dias da entrada do novo número no sistema, o que, no caso de um boi prestes a ir para o frigorífico, significará prejuízo ao pecuarista. Mas, para o animal ficar inidentificável, tem de perder também o bottom.
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Segundo Paranhos, “tudo começou” com uma postagem da criadora Carmen Perez no Instagram, em
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“Inicialmente, teve uma repercussão negativa; muita gente falando que abolir a marca não funcionaria, etc e tal. Depois, começaram a chegar mensagens de apoio, em grande número. Aí, decidimos implementar o projeto”, conta o professor. “Estamos surpresos e felizes. É uma mudança de atitude mais rápida do que a gente esperava”, comemora.
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Quando fala que “vai arriscar”, o pecuarista Antônio Campbell se refere ao receio natural de haver perda dos dispositivos de identificação. No caso do brinco do Sisbov, além de ele ter de ser substituído, o animal não pode sair da propriedade antes de 90 dias da entrada do novo número no sistema, o que, no caso de um boi prestes a ir para o frigorífico, significará prejuízo ao pecuarista. Mas, para o animal ficar inidentificável, tem de perder também o bottom.
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Equipe da Fazenda das Palmeiras, em Ituiutaba, MG, onde 16% do gado tinha marcas apagadas. Agora, brincos serão maioria. (Foto: Arquivo Faz. das Palmeiras)
Por Moacir José
Quando reuniu a equipe da Fazenda das Palmeiras, em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro, para informar que havia aderido a um programa de bem-estar animal para redução de marca a fogo nos animais, o proprietário Antônio Campbell Penna foi aplaudido pelos sete funcionários, que tocam um rebanho de 1.500 cabeças, em sistema de recria/engorda. Se também pudessem se manifestar, as reses certamente balançariam as cabeças em sinal de aprovação. Afinal de contas, até novembro do ano passado, qualquer bovino que entrasse na fazenda recebia até 10 marcas ‒ duas com os símbolos da propriedade, duas a quatro para mês/ano de entrada e quatro algarismos “de segurança”, caso os demais borrassem ou se apagassem.
De lá para cá, nenhum animal novo entrou na fazenda, mas os próximos que entrarem (a partir de agosto-setembro) receberão só uma marca a fogo ‒ a de um dos símbolos da fazenda. As marcações que antes feitas serão substituídas por brincos coloridos. para identificação de mês e ano de entrada dos animais na fazenda. Como a propriedade fornece animais cuja carne seguirá para os mercados chinês e europeu, será mantida a identificação do Sisbov (Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Bovinos e Bubalinos, do Mapa), composta por brinco e botão (bottom).
“Já comprei os brincos coloridos; vou arriscar”, diz Campbell.
A Fazenda das Palmeiras é uma das quatro integrantes do projeto “Redução de marca a fogo”, lançado em novembro do ano passado, numa iniciativa da empresa BE.Animal, voltada às práticas de bem-estar; junto com Grupo Etco, da Unesp de Jaboticabal; e a Fazenda Orvalho das Flores, de Araguaiana, MT, pertencente à criadora Carmen Perez, que aboliu a marca a fogo em todo o rebanho, exceto nas bezerras, por exigência do Ministério da Agricultura para identificação de animais vacinados contra a brucelose (veja reportagem de capa da DBO de dezembro/2017). Essas fazendas servirão de modelo na condução dessa ação. Apoiam a iniciativa as empresas JBS (grupo frigorífico), MSD (indústria veterinária) e Allflex (fabricante de brincos e botões).
Segundo o professor Mateus Paranhos da Costa, do Grupo Etco, da Unesp de Jaboticabal ‒ precursor e referência das práticas de bem-estar animal no Brasil ‒, a procura por informações de como seguir o caminho da Orvalho das Flores é muito grande. “Não sei dizer quanto; teria que contar todas as mensagens que recebi em grupos de whatsApp”, conta ele, sem esconder a satisfação com esse movimento.
Segundo Paranhos, “tudo começou” com uma postagem da criadora Carmen Perez no Instagram, em
meados do ano passado.
“Inicialmente, teve uma repercussão negativa; muita gente falando que abolir a marca não funcionaria, etc e tal. Depois, começaram a chegar mensagens de apoio, em grande número. Aí, decidimos implementar o projeto”, conta o professor. “Estamos surpresos e felizes. É uma mudança de atitude mais rápida do que a gente esperava”, comemora.
Receio vencido pelos números
Quando fala que “vai arriscar”, o pecuarista Antônio Campbell se refere ao receio natural de haver perda dos dispositivos de identificação. No caso do brinco do Sisbov, além de ele ter de ser substituído, o animal não pode sair da propriedade antes de 90 dias da entrada do novo número no sistema, o que, no caso de um boi prestes a ir para o frigorífico, significará prejuízo ao pecuarista. Mas, para o animal ficar inidentificável, tem de perder também o bottom.
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Segundo o professor Mateus Paranhos da Costa, do Grupo Etco, da Unesp de Jaboticabal ‒ precursor e referência das práticas de bem-estar animal no Brasil ‒, a procura por informações de como seguir o caminho da Orvalho das Flores é muito grande. “Não sei dizer quanto; teria que contar todas as mensagens que recebi em grupos de whatsApp”, conta ele, sem esconder a satisfação com esse movimento.
Segundo Paranhos, “tudo começou” com uma postagem da criadora Carmen Perez no Instagram, em
meados do ano passado.
“Inicialmente, teve uma repercussão negativa; muita gente falando que abolir a marca não funcionaria, etc e tal. Depois, começaram a chegar mensagens de apoio, em grande número. Aí, decidimos implementar o projeto”, conta o professor. “Estamos surpresos e felizes. É uma mudança de atitude mais rápida do que a gente esperava”, comemora.
Receio vencido pelos números
Quando fala que “vai arriscar”, o pecuarista Antônio Campbell se refere ao receio natural de haver perda dos dispositivos de identificação. No caso do brinco do Sisbov, além de ele ter de ser substituído, o animal não pode sair da propriedade antes de 90 dias da entrada do novo número no sistema, o que, no caso de um boi prestes a ir para o frigorífico, significará prejuízo ao pecuarista. Mas, para o animal ficar inidentificável, tem de perder também o bottom.
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Equipe da Fazenda das Palmeiras, em Ituiutaba, MG, onde 16% do gado tinha marcas apagadas. Agora, brincos serão maioria. (Foto: Arquivo Faz. das Palmeiras)
Por Moacir José
Quando reuniu a equipe da Fazenda das Palmeiras, em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro, para informar que havia aderido a um programa de bem-estar animal para redução de marca a fogo nos animais, o proprietário Antônio Campbell Penna foi aplaudido pelos sete funcionários, que tocam um rebanho de 1.500 cabeças, em sistema de recria/engorda. Se também pudessem se manifestar, as reses certamente balançariam as cabeças em sinal de aprovação. Afinal de contas, até novembro do ano passado, qualquer bovino que entrasse na fazenda recebia até 10 marcas ‒ duas com os símbolos da propriedade, duas a quatro para mês/ano de entrada e quatro algarismos “de segurança”, caso os demais borrassem ou se apagassem.
De lá para cá, nenhum animal novo entrou na fazenda, mas os próximos que entrarem (a partir de agosto-setembro) receberão só uma marca a fogo ‒ a de um dos símbolos da fazenda. As marcações que antes feitas serão substituídas por brincos coloridos. para identificação de mês e ano de entrada dos animais na fazenda. Como a propriedade fornece animais cuja carne seguirá para os mercados chinês e europeu, será mantida a identificação do Sisbov (Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Bovinos e Bubalinos, do Mapa), composta por brinco e botão (bottom).
“Já comprei os brincos coloridos; vou arriscar”, diz Campbell.
A Fazenda das Palmeiras é uma das quatro integrantes do projeto “Redução de marca a fogo”, lançado em novembro do ano passado, numa iniciativa da empresa BE.Animal, voltada às práticas de bem-estar; junto com Grupo Etco, da Unesp de Jaboticabal; e a Fazenda Orvalho das Flores, de Araguaiana, MT, pertencente à criadora Carmen Perez, que aboliu a marca a fogo em todo o rebanho, exceto nas bezerras, por exigência do Ministério da Agricultura para identificação de animais vacinados contra a brucelose (veja reportagem de capa da DBO de dezembro/2017). Essas fazendas servirão de modelo na condução dessa ação. Apoiam a iniciativa as empresas JBS (grupo frigorífico), MSD (indústria veterinária) e Allflex (fabricante de brincos e botões).
Segundo o professor Mateus Paranhos da Costa, do Grupo Etco, da Unesp de Jaboticabal ‒ precursor e referência das práticas de bem-estar animal no Brasil ‒, a procura por informações de como seguir o caminho da Orvalho das Flores é muito grande. “Não sei dizer quanto; teria que contar todas as mensagens que recebi em grupos de whatsApp”, conta ele, sem esconder a satisfação com esse movimento.
Segundo Paranhos, “tudo começou” com uma postagem da criadora Carmen Perez no Instagram, em
meados do ano passado.
“Inicialmente, teve uma repercussão negativa; muita gente falando que abolir a marca não funcionaria, etc e tal. Depois, começaram a chegar mensagens de apoio, em grande número. Aí, decidimos implementar o projeto”, conta o professor. “Estamos surpresos e felizes. É uma mudança de atitude mais rápida do que a gente esperava”, comemora.
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Quando fala que “vai arriscar”, o pecuarista Antônio Campbell se refere ao receio natural de haver perda dos dispositivos de identificação. No caso do brinco do Sisbov, além de ele ter de ser substituído, o animal não pode sair da propriedade antes de 90 dias da entrada do novo número no sistema, o que, no caso de um boi prestes a ir para o frigorífico, significará prejuízo ao pecuarista. Mas, para o animal ficar inidentificável, tem de perder também o bottom.
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