No “Hora da Reposição” levado ao ar em 1º de agosto foi a vez do Paraná mostrar como sentiu o impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos e das fortes geadas que atingiram o Sul do País. O comportamento predominante era de cautela, com recuo nos preços e leilões adiados.
Quem trouxe o cenário foi Cândido Scholl, leiloeiro rural e sócio-diretor da Pampa Remates. Segundo ele, “apesar de manter liquidez, os preços praticados estiveram abaixo até 10%, dependendo da categoria”. Mas ele também deixou claro que não acredita em manutenção desse patamar.

Mesmo com suspensão e até cancelamento de leilões – contexto que reduziu a oferta – o empresário entende que mais cedo ou mais tarde, o mercado vai se acomodar e retomar seus melhores dias. “Como leiloeiro, sempre estou otimista, e logo a costumeira cautela dará lugar à produção”, explica.
Já na 1ª semana cheia de agosto, o tarifaço de 50% se confirmou para a carne bovina, porém as cotações da arroba do boi gordo já mostravam reação, voltando para acima dos R$ 300. As exportações de carne bovina no 1º semestre de 2025 foram substanciais.
No acumulado, elas totalizaram US$ 7,23 bilhões, crescimento de 27,1% em relação ao mesmo período de 2024 (US$ 5,68 bi). Foram embarcadas 1,47 milhão de toneladas nos seis primeiros meses do ano, alta de 13,4%. A média mensal de embarques no semestre é de aproximadamente 245 mil toneladas.
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