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Mercado de reposição: negócios seguem em ritmo de cautela

Muitos produtores, diz a S&P Global, ainda aguardam boas oportunidades de negócios para mitigar os elevados custos de produção
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Repetindo o comportamento da semana anterior, o mercado de gado para reposição continua com forte volatilidade de preços entre as principais categorias, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário.

Segundo a S&P Global, entre algumas praças pecuárias chegou-se a observar repiques de negócios, já que os valores da reposição acumulam expressivas quedas nos últimos meses.

No entanto, observa a consultorias, recriadores e invernistas ainda operam com cautela, o que explica a baixa liquidez nos negócios envolvendo gado jovem.

Muitos produtores, diz a S&P Global, ainda aguardam boas oportunidades de negócios para mitigar os elevados custos de produção, sobretudo com a terminação dos animais.

Em praças do Sudeste e Sul do Brasil, a semana foi de forte volatilidade nos preços em meio a inconsistência na procura. “A liquidez nessas regiões evolui a passos lentos, num momento em que o descompasso entre oferta e demanda mantém os preços fracos”, relata a S&P Global.

No Centro-Oeste, a semana também foi de variações mistas nos preços dos animais de reposição. “Apesar das boas condições de pasto e vantajosa relação de troca, a liquidez de negócios segue limitada”, observa a consultoria.

Na região Norte do País, os preços dos bezerros de ano registraram firmeza nesta semana, com forte movimentos de compra por parte de pecuaristas, que buscam aproveitar as boas condições de pasto e recompor plantel.

Por sua vez, ainda na região Norte, as categorias mais pesadas e, sobretudo, os lotes de fêmeas voltaram a registrar novas quedas nos preços. “A procura por bezerras continua fraca e o descarte de novilhas pressiona o mercado local”, afirmam os analistas da S&P Global.

Apuração Scot Consultoria – O mercado de reposição tem apresentado movimentações distintas entre as praças pecuárias, mas vigora expectativa positiva por parte dos recriadores/ invernistas, que anseiam por firmeza no mercado do boi gordo, afirmam os analistas.

SAIBA MAIS | MT: queda na reposição favorece relação de troca de recriadores e invernistas

Na primeira quinzena de fevereiro, em São Paulo, as cotações de machos anelorados caíram 1,9%, em média, para todas as categorias monitoradas, comparado à última quinzena de janeiro.

No período analisado, o garrote paulista apresentou a maior queda, de 4,2% (ou R$ 125/cabeça).

Para as fêmeas, destaque negativo à bezerra de desmama, com recuo de R$ 85/cabeça (ou 5,1%), nesse mesmo comparativo.

No Sul do Brasil, a estiagem tem afetado negativamente o mercado de reposição, visto que os pastos não estão bons e a escassez de água em algumas regiões é alarmante, informa a Scot. “As altas temperaturas (na região Sul) têm sido registradas nos últimos dias, no entanto a expectativa é que a condição melhore em fevereiro”, acrescenta a consultoria.

Relação de troca – Na Bahia, a relação de troca para o recriador/invernista, para todas as categorias de machos para reposição, aumentou no comparativo mensal, informa a Scot.

Atualmente, compram-se 2,33 bezerros de desmama com a venda de um boi gordo de 19@, uma queda de 0,7% no poder de compra do recriador no comparativo mensal.

Para o bezerro de ano, com a venda de um boi gordo de 19@, comprava-se 2 bezerros em janeiro, e atualmente, compra-se 1,93 – um poder de compra 3,6% menor.

Para o garrote, o poder de compra está 1,8% menor em relação à média de janeiro último. Atualmente, compra-se 1,79 garrote com a venda de um boi gordo de 19@, frente à relação de 1,82 em janeiro.

Já para o boi magro, houve piora de 2,2% no poder de compra. Portanto, compra-se atualmente 1,50 boi magro com a venda de um boi gordo de 19@.

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