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MT: com escalas de abate alongadas, pressão de baixa do boi gordo ganha força

As programações de abate no Estado alongaram 11,25% no último comparativo semanal e fechou o período na média de 9,69 dias, relata o Imea
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O grande volume de bovinos negociados pelas indústrias de Mato Grosso resultou no alongamento das escalas de abate e, consequentemente, no retorno da pressão de baixa no mercado físico do boi gordo, informa o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

“As escalas de abate no Estado alongaram 11,25% no último comparativo semanal e fechou a semana na média de 9,69 dias”, relata o Imea.

Com os estoques abastecidos, o valor do boi gordo mato-grossense andou de lado ao longo da última semana, atingindo, em média, R$ 213,91/@, acrescenta o instituto.

“A demanda interna (pela carne bovina) ainda patina no varejo, dificultando o escoamento das indústrias”, observa o Imea, que acrescenta: “Isso pode ser um fator limitante para a recuperação dos preços do boi gordo no Estado no curto prazo”.

Segundo o instituto, o mercado futuro também refletiu esse viés de baixa e os contratos com vencimento em outubro/23 registraram queda de 3,44% no comparativo semanal.

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Diferencial de base – O diferencial de base (diferença entre os valores da arroba) entre Mato Grosso e São Paulo fechou a primeira quinzena de julho/23 em 16,51%, um alargamento de 0,82 ponto percentual ante ao resultado de mesmo período de junho/23.

Esse movimento, justifica o Imea, foi reflexo da maior valorização do boi gordo em São Paulo, que esteve em R$ 258,12/@ na parcial de julho/23, com alta de 4,28% sobre o preço de mesmo período de junho/23.

Por sua vez, continua o Imea, no MT, a arroba apresentou recuperação mais tímida no período quinzenal, e ficou cotada em R$ 215,50/@ (a prazo e livre de impostos), um aumento de 3,27% considerando a mesma base de comparação.

“O que segurou a alta do boi gordo no Mato Grosso foi o alongamento nas escalas de abates, uma vez que as indústrias reduzem o apetite por novos negócios, visto os estoques bem abastecidos”, enfatiza o Imea.

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Segundo o instituto, a oferta de fêmeas acima da média registrada neste ano, devido à mudança do ciclo pecuário de preços – fase de baixa –, tende a ser um fator negativo para a recuperação sazonal nos preços do boi gordo ao longo do segundo semestre.

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