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Movimento de alta continua fiel ao mercado do boi gordo, anulando possibilidades de baixa

Consultorias do setor seguem apostando em cotações firmes para arroba, sustentadas pela demanda interna mais aquecida nesta etapa final do ano e pelo bom ritmo das exportações
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O mercado pecuário abriu a semana com a cotação do boi gordo “comum” subindo R$ 3/@ na praça de São Paulo, chegando em R$ 343/@, no prazo, informa a Scot Consultoria.

Confira as cotações dos animais terminados apurados pela Agrifatto; clique AQUI.

Com isso, o ágio do animal com padrão-exportação (o chamado “boi-China”), que hoje vale R$ 345/@ no mercado paulista, está em R$ 2/@, de acordo com os dados da Scot.

Pelos números da Agrifatto, o boi direcionado ao mercado doméstico de São Paulo (sem padrão-exportação) está cotado em R$ 340/@, enquanto o “boi-China” é negociado por R$ 345/@ – ou seja, a premiação para quem termina um animal mais jovem, com menos de 30 meses de idade, é de R$ 5/@ – conforme o levantamento dessa consultoria.

Nas outras 16 regiões monitoradas diariamente pela Agrifatto, a média do preço do boi gordo permaneceu em R$ 311,85/@ nesta segunda-feira (18/11).

Na visão do zootecnista Ygor Maggiori, analista da Scot, o viés de alta nas cotações no mercado do boi gordo deve seguir ao longo desta semana, embora em ritmo mais moderado que o registrado nas semanas anteriores.

Em artigo publicado no mais recente informativo semanal “Boi & Companhia”, da Scot, Maggiori aponta o possível aquecimento da demanda doméstica de carne bovina nesta etapa final do ano como um dos fatores que podem sustentar o movimento de alta nos preços da arroba.

“Com a entrada da primeira parcela do décimo terceiro salário, o poder aquisitivo da população aumentará, o que pode estimular o consumo de carne bovina”, diz o analista, lembrando que as exportações brasileiras da proteína também seguem em ritmo acelerado.

Em relatório divulgado aos seus assinantes, a Agrifatto também mantêm uma previsão otimista para os preços do boi gordo – do ponto de vista do pecuarista.

“O mercado físico apresenta um contexto de escalas encurtadas, exportação recorde e um período de maior consumo do ano se aproximando”, afirma a consultoria, que aposta em um “um mercado firme” no curto prazo.

Segundo a consultoria, na última semana, o indicador Agrifatto (baseado nos preços da arroba nas principais praças pecuárias) registrou valorização de 3,89% em relação ao preço médio da semana anterior, atingindo um valor médio de R$ 338,40/@.

Por sua vez, considerando a mesma base de comparação, o indicador Cepea (praça paulista, valor à vista) teve uma expansão de 4,12%, chegando em um valor médio de R$ 337,89/@.

Seguindo o comportamento de valorização no preço do boi gordo, o bezerro apontou um aumento de 2,44% no comparativo semanal, chegando em R$ 2.544/cabeça, em média (indicador Cepea, praça MS), informa a Agrifatto

No mercado futuro, os contratos do boi gordo também registraram ganhos no comparativo entre as quintas-feiras (14/11 versus 7/11), com destaque para o avanço nos preços dos vencimentos de novembro/24 (o mais próximo) e de dezembro/24, que fecharam a semana em R$ 342,50/@ e R$ 339,05/@, respectivamente.

“É importante destacar que, com a alta do mercado físico, apenas o contrato de novembro/24 manteve um ligeiro ágio (apenas R$ 0,30/@) em relação ao preço de balcão”, diz a Agrifatto, que acrescenta: “Ou seja, o mercado ainda aposta na alta, mas ela é conservadora, principalmente para o primeiro semestre de 2025”.

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