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Milho: atenção se volta para o desenvolvimento da segunda safra

Segundo o Cepea, uma parte dos vendedores tem apresentado cautela em negociar diante dos possíveis impactos da adversidade climática
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Em meio à perspectiva de oferta elevada, a segunda safra de milho vem apresentando desenvolvimento satisfatório na maior parte das regiões produtoras, com exceção de regiões pontuais em Goiás, no Paraná e em Mato Grosso do Sul, onde as condições climáticas (geadas e tempo seco) preocupam quanto à produtividade.

Segundo o Cepea, uma parte dos vendedores tem apresentado cautela em negociar diante dos possíveis impactos da adversidade climática na safra e, assim, se mantêm firmes nos valores.

Por outro lado, alguns desses agentes estão flexíveis, com o intuito de liberar armazéns e de fazer caixa.

Compradores, por sua vez, comercializam apenas pontualmente, nos momentos de valores mais baixos, visto que têm estoques para as próximas semanas.

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Soja

Os preços futuros da soja nos Estados Unidos seguem em recuperação, impulsionados pelo avanço de acordos comerciais entre os governos norte-americano e da China, principal importadora global da oleaginosa.

O país asiático comprometeu-se a adquirir dos Estados Unidos US$ 17 bilhões anuais em produtos agrícolas, além de 25 milhões de toneladas de soja. Soma-se a isso o dólar abaixo de R$ 5,00, o que tende a favorecer as exportações norte-americanas.

Apesar disso, pesquisadores do Cepea destacam que a expectativa é de manutenção da forte demanda chinesa por soja brasileira, favorecida pelo menor prêmio de exportação no Brasil.

De acordo com o Cepea, na semana passada, a valorização doméstica da soja em grão esteve atrelada à firme demanda, sobretudo externa, pela oleaginosa brasileira.

Segundo dados da Secex, a média diária de exportações neste mês (10 dias úteis) supera em 18,5% a registrada no mês anterior.

Vale lembrar que o Brasil já havia registrado recorde de embarques da oleaginosa em abril.

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