
Carson Z. Geld somava mais de 50 anos de seleção no gado Santa Gertrudis, um dos primeiros sintéticos (Shorthorn x Zebu) a fazer sucesso no Brasil, como raça pura e agente no cruzamento industrial.
Seu trabalho de seleção e fomento da raça fizeram sua distinção, merecendo renome até entre técnicos e criadores de outras raças.
Para muitos, um visionário também nos aspectos comerciais, pois assina um dos grandes eventos e mais tradicionais do Santa Gertrudis, no País. Trata-se do “Concurso Novilha e Touro do Futuro” que, em 2025, aconteceu em abril, obtendo, mais uma vez, resultados que o tornam referência no calendário da temporada.
A Fazenda Pau D’Alho, em Tietê (SP), era sua grande paixão e templo do seu trabalho. A propriedade e gestão, agora são assinadas pelo filho Kenneth C. Geld.
Em dias tristes não faltaram os reconhecimentos. Pela Associação Brasileira de Santa Gertrudis (ABSG), seu presidente Antônio Roberto Alves Corrêa se manifestou.

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Outro dirigente da ABSG e ex-presidente, Gustavo Barretto da Cruz, também fez questão de participar dessa cobertura. Ele enfatizou critérios zootécnicos de Carson Geld no trabalho de seleção do Santa Gertrudis que, desde 1983, buscava características muito atuais nas discussões científicas.

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E o legado de Geld extrapola sua raça de preferência. Técnicos renomados como Willian Koury Filho, da consultoria “Brasil com Z”, jurado dos mais requisitados e credenciado pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), também fez questão de declarar seu apreço. Koury julgou o gado do “Novilha do Futuro 2025”.

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Norte-americano de nascimento, Carson Geld se destacou também como ser humano. Na opinião de seus pares, ele era austero, honesto acima de tudo, firme em seus posicionamentos, mas um bom ouvinte, elegante, cordial e um grande anfitrião. E o mais importante, “totalmente família”.




