Os números foram divulgados pela Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em 7 de setembro, último dia da Expointer, realizada desde 29 de agosto, no Parque Assis Brasil, em Esteio (RS).
A apuração final informa que, apesar do recorde histórico de público, com quase 1 milhão de visitantes, a 48ª edição da mostra registrou severa retração nos negócios (45,5%), em relação ao evento de 2024 – pós a calamidade das enchentes.
No setor de máquinas agrícolas, a movimentação foi de R$ 4,4 bilhões, contra R$ 8,1 bilhões do ano passado. De acordo com o governo do Estado, os únicos indicadores com aumento nas vendas foram a Agricultura Familiar, com R$ 13,6 milhões (R$ 2,8 milhões a mais que em 2024), e Artesanato, com R$ 2 milhões (R$ 450 mil a mais).
Cresce o volume de animais no parque
Também foi registrado recorde na participação de animais: 6.696 cabeças, entre rústicos e de argola. A comercialização, porém, mostrou timidez, alcançando R$ 15,4 milhões, contra R$ 18,9 milhões, de 2024.

Retração não surpreendeu
Segundo o chefe da Seapi, Edivilson Brum, “a previsão já era de uma baixa acentuada nos negócios firmados e vendas feitas na Expointer 2025, em função das dificuldades financeiras vivenciadas pelos produtores rurais gaúchos”.
Por sua vez, o secretário estadual de Desenvolvimento Rural (SDR), Vilson Covatti, destacou os números registrados no Pavilhão da Agricultura Familiar. Para ele, quando há estímulo governamental para determinado setor, o resultado aparece.
Covatti acrescenta que “existe dinheiro nos bancos, mas está difícil acessar. Contudo, é importante frisar que, embora as vendas tenham diminuído, não existe recessão no mercado, desemprego ou algo do tipo”.




