O atraso na colheita da segunda safra de milho vem limitando o movimento de queda nos preços do cereal em algumas praças, apontam levantamentos do Cepea.
Segundo o Centro de Pesquisas, as cotações seguem pressionadas pela perspectiva de oferta elevada e pelas desvalorizações externas.
Em regiões consumidoras, como as paulistas, porém, os valores chegaram a reagir, influenciados pela demanda acima da oferta de milho padronizado – ressalta-se que as recentes chuvas têm limitado a disponibilidade desse tipo de cereal.
Até o dia 21 de junho, a colheita da segunda safra somava 10,3% da área nacional, avanço semanal de 6,4 p.p., mas bem abaixo dos 28% no mesmo período do ano passado e dos 17,5% da média dos últimos cinco anos, conforme a Conab.
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Soja
Após recuarem por quase dois meses, os preços do óleo de soja voltaram a subir no Brasil, conforme apontam dados do Cepea.
O movimento de alta, segundo pesquisadores do Cepea, está atrelado às expectativas de maior demanda para biodiesel no mercado nacional.
E o otimismo na comercialização do óleo de soja no Brasil, por sua vez, está atrelado à recente aprovação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em aumentar a mistura obrigatória do biodiesel ao óleo diesel, que passa dos atuais B14 (14%) para B15 (15%), entre agosto deste ano e fevereiro de 2026.
A partir de março de 2026, a mistura pode aumentar para B16 (16%). Pesquisadores do Cepea destacam que o crescimento na mistura do biodiesel ao diesel era esperado para março deste ano e a não efetivação desta mudança no primeiro trimestre foi o principal fator do enfraquecimento nos valores internos do óleo naquele período.




