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Carne bovina: Mato Grosso é pouco dependente dos EUA, diz Imea

Na avaliação dos analistas, os exportadores do Estado do Centro-Oeste têm possibilidade de redirecionar a proteína para outros países importadores
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que pretende aumentar em +50% a tarifa de importações de carne bovina brasileira a partir de 1º de agosto/25, o que resultará, caso seja aplicada tal medida, em uma taxa total de 76% ao produto nacional.

Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), os EUA são o segundo maior comprador de carne bovina do Brasil, representando 13,69% do volume total embarcado no primeiro semestre de 2025.

Por sua vez, a participação do mercado norte-americano no total exportado de carne bovina exclusivamente por Mato Grosso atingiu 7,20% na primeira metade deste ano, compara o Imea (veja quadro ao final deste texto).

“Apesar das (eventuais) tarifas adicionais, o MT é pouco dependente dos EUA, já que conta com um mercado externo bem diversificado, o que cria a possibilidade de redirecionamento para países que já importam carne bovina, reduzindo os impactos da retração nos envios ao mercado norte-americano”, dizem os analistas do Imea.

Os Estados Unidos, por sua vez, contam com cerca de 30% das importações totais sendo oriundas do Brasil.

“Dessa forma, eles precisariam redirecionar a compra para países como Austrália, Argentina e Uruguai, países que, em geral, possuem preços acimas dos do Brasil”, observam os especialistas do Imea.

PARTICIPAÇÃO DOS PRINCIPAIS DESTINOS DAS EXPORTAÇÕES MATO-GROSSENSES EM 2025*

China – 49,55%

EUA – 7,20%

Chile – 5,52%

Rússia – 5,36%

Egito – 3,37%

Filipinas – 3,03%

Arábia Saudita – 2,88%

México – 2,65%

Itália – 1,97%

Líbia – 1,83%

*Parcial do 1º semestre/25

Fonte: Imea/Secex

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