O mercado físico do boi gordo manteve-se estável nesta quarta-feira (17/7) na maioria das praças brasileiras, sugerindo uma paralisação temporária no movimento recente de alta observado nas últimas semanas.
Na avaliação da Scot Consultoria, o bom escoamento de carne para o mercado interno e externo contribuiu para um balanço positivo entre oferta e demanda, resultando em firmeza nos preços da arroba do boi gordo.
Dessa maneira, na praça paulista, a cotação do boi gordo “comum” seguiu valendo R$ 222/@ nesta quarta-feira (17/7), enquanto a vaca e a novilha são negociadas por R$ 200/@ e R$ 212/@, respectivamente (preços brutos e com prazo), de acordo com dados apurados pela Scot.
Por sua vez, a arroba do “boi-China” (base SP) está cotada em R$ 227 no Estado de São Paulo, com ágio de R$ 5/@ sobre o animal “comum”, acrescenta a Scot.
Na B3, todos os contratos futuros do boi gordo apresentaram queda no fechamento de terça-feira (16/7), com destaque para o papel com vencimento em agosto/24, que registrou um declínio de 1,27%, ficando precificado a R$ 233,60/@.
No mercado atacadista da carne bovina (base SP), a disponibilidade do produto com ossos e desossada tem aumentado, mostrando que as vendas nesta segunda quinzena do mês estão abaixo das expectativas, observou a Agrifatto.
Como resultado disso, continua a consultoria, os estoques de carne estão ficando cheios nas câmaras frias, sem previsão de esvaziamento.
Além disso, diz a Agrifatto, tem ocorrido devoluções de mercadorias por causa de problemas de qualidade das carcaças (baixo padrão).
“Uma das estratégias adotadas pelos frigoríficos tem sido embarcar mercadorias sem destino e venda combinados, a fim de escoar os produtos das câmaras frias”, relata a Agrifatto.
Com isso, aponta a consultoria, a carcaça casada do boi casada segue nos R$ 15,50/kg (SP), “mas há pressão por novos recuos nos preços”.
Preços – R$/@/boi gordo
Referência de preços no balcão da indústria/para descontar Funrural, em 15/07/2024 (Fonte: Agrifatto)
São Paulo – 227,95
Mato Grosso do Sul – 218,60
Goiás – 213,84
Mato Grosso – 207,79
Minas Gerais – 217,61
Rondônia – 182,49
Pará – 204,41
Paraná – 222,00
Tocantins – 204,14




