A ameaça de nova tarifação norte-americana (de +50%, a partir de 1º de agosto/25) sobre as importações de carne bovina brasileira gerou alta volatilidade no mercado do boi gordo, com um ambiente de negociação bastante incerto e travado, relatam os analistas que acompanham diariamente o setor pecuário.
Confira as cotações dos animais terminados, apurados no dia 23/7 pela Agrifatto; clique AQUI.
Nesta quarta-feira (23/7), o mercado do boi gordo de São Paulo, que vinha registrando seguidas quedas na arroba, fechou o dia com estabilidade nas cotações dos machos terminados, segundo dados apurados pela Scot Consultoria e Agrifatto.
Pelo levantamento da Scot, nas praças paulistas, apenas a novilha gorda teve recuo nesta quarta-feira, com queda diária de R$ 1/@, encerrando cotado em R$ 282/@, no prazo.
Por sua vez, o boi gordo “comum” segue valendo R$ 297/@ em SP, enquanto o “boi-China”e a vaca gorda são negociados por R$ 270/@ e R$ 300/@, respectivamente, de acordo com os números da Scot.
“As negociações continuam lentas em São Paulo, com o escoamento de carne bovina ainda fraco e a oferta de animais atendendo à demanda”, relatam os analistas da Scot, acrescentando que as escalas de abate dos frigoríficos locais atendem, em média, a nove dias.
Pela apuração da Agirfatto, embora a oferta tenha apresentado leve arrefecimento, a arroba do boi gordo ficou estável na praça paulista, a R$ 290/@ (sem padrão-exportação) e R$ 300/@ (com perfil para embarques).
No entanto, quatro das 17 regiões acompanhadas diariamente pela consultoria registraram desvalorização na arroba nesta quarta-feira: BA, ES, PA e TO; nas outras 13, as cotações fecharam o dia inalteradas.
“Desde 9 de julho (quando o presidente Donald Trump anunciou o novo imposto), o mercado físico do boi gordo tem enfrentado acentuada instabilidade, consequência direta decisão imposta pelos EUA sobre produtos brasileiros”, ressalta a Agrifatto.
Em resposta, acrescenta consultoria, os frigoríficos brasileiros adotaram conduta mais restritiva, limitando ou suspendendo temporariamente as aquisições de animais com padrão exigido para exportação ao mercado norte-americano.
Segundo a Agrifatto, algumas indústrias vêm se abastecendo da oferta de bovinos terminados em confinamento e/ou provenientes de contratos de parceria, o que enfraqueceu o poder de barganha dos pecuaristas, contribuindo para avanço da pressão baixista sobre os preços.
Na terça-feira (22/7), o contrato futuro do boi gordo com vencimento em julho/25 teve ajuste positivo de 0,58%, encerrando o pregão regular cotado a R$ 297/@.




